Textos, Imagens, Humor, Críticas, Literatura, Música, Filmes, Séries, Desenhos, Quadrinhos, Internet, Notícias e alguma sacanagem sadia...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Big Brother Brasil - Conheça os PARTICIPANTES!


Estamos de volta com BIG BLOG BRASIL. Já que esses Reallity Shows fazem tanto sucesso na TV, decidi criar um diretamente Online e desenhado, onde você também vota e participa! (só não assiste 24hrs, porque eu não tenho grana pra bancar um Pay-Per View, rs).

Apresentado por Pedro Dumau (do mau mesmo!), o BIG BLOG BRASIL será exibido aqui 1 vez por semana, sem dia certo (afinal, eu tenho que ver quando dá tempo!) e começará com 12 participantes de diferentes Estados do Brasil, com suas específicas personalidades e idiotices, entrando na casa (aqui, um cafofo com lage acimentada e piscina de plástico) e sendo vigiado por câmeras (o meu lápis, no caso!) em todos os cômodos possíveis! Depois de um mês, mais 4 participantes entrarão na casa de acordo com o resultado de vocês leitores, que escolherão a entrada dos próximos 4 finalistas.

Então é isso, pessoal... desenharei uma vez por semana situações e acontecimentos que ocorrerão com nossos primeiros 12 participantes na casa mais difamada do Brasil... só aqui, no VemAquiNoMeuBlog!

Agora, fiquem com a apresentação de mais um participante: Lorival! E logo abaixo dele, conheça todos os confinados que, aos poucos, serão também apresentados individualmente!!!




Para ver os outros participantes já apresentados, clique aqui, aqui , aqui e aqui.

* E neste BBB, as votações serão feitas por ENQUETES!!! Ou seja, você não gastará nada ligando praqueles telefones chatos!

CONTINUE LENDO >>

segunda-feira, 28 de março de 2011

Conto Degenerado #3

ASPÁRBIA – Capítulo 3


A População de Aspárbia

Aspárbia, apesar de desconhecido, era um país que ocupava um grande território e era bastante povoado, uma vez que a ‘fudelância’ imperava, os métodos anticoncepcionais não eram usados e, menos ainda, divulgados. A cada ano nasciam mais e mais asparbianos, todos com uma veia sexual extremamente ativa. Assim como todo país, Aspárbia tinha suas figuras ilustres.

Doutor Fóid, o médico local era uma dessas figuras. Especialista em sexo, de forma técnica, verbal e bizarra, era buscado por todos os habitantes que necessitavam de conselhos. Cuidava de tudo! Desde a viadagem implícita até a frigidez adquirida, passando pelo lesbianismo congênito. O grande foco de estudo e prática de Doutor Fóid era realmente a questão do orgasmo, o que fazia com que seu ungüento à base de picão fosse considerado bálsamo para as noites solitárias das solteironas encalhadas, e seu composto ergue-rola, feito com sumos afrodisíacos dos férteis solos de Aspárbia, fosse sucesso de vendas nas drogarias e sex-shops locais. Doutor Fóid só não tinha autorização para cuidar de casos de priapismo, pois, nessas situações, os pacientes eram encaminhados diretamente para a Rainha Ione.

Outra figura histórica era Dois-Paus, o mendigo que após ter sido flagrado em sexo oral e explícito com Ione, ganhou ares de notoriedade devido a seus dotes pirocológicos. Era conhecido, como seu apelido já mostra, pela façanha de poder dispor de seu toco de perna como órgão sexual, povoando as fantasias mais devassas de todas as mulheres assanhadas e fogosas da região. Diziam, à boca pequena, que o toco de perna de Dois-Paus era possante e podia levar qualquer mulher ao delírio!...

Nas artes músicais, o grande ícone era MC Bundão, top dez na parada de sucessos com os hits “Cachorro Engatado” e “Potranca Domada”, misturas atrozes de funk, hip-hop e samba do crioulo doido, que abalavam as boates luxuriosas noturnas e faziam com que as moçoilas da região exibissem passos de contorcionismo erótico nas pistas de dança. Nas artes cênicas destacava-se a atriz pornô e stripper de origem italiana Bonna Ceta, grande fornicadora das telas, cujo sonho era um dia ganhar o Oscar e usá-lo como vibrador. Seu irmão, Big Ânus, seguia seus passos, arrasando no teatro com peças de vertente homossexual e liderando o movimento gay local.

O delegado, Sr. Durão, era figura de respeito em Aspárbia devido ao tamanho de seu cacetete e à rigidez de seu cacete. Seu filho Durão Jr., por sinal um belo rapaz, era motivo de orgulho na família por ter abandonado os estudos e optado dedicar-se à fabricação de pinga-fogo-no-rabo, tendo alcançado já a função de supervisor do setor de degustação da fábrica localizada no porão do castelo. O grande problema de Durão Jr. era o amor incondicional nutrido por Hannah Sacana, feia de doer, dançarina do principal puteiro de Aspárbia e cachaceira nas horas vagas.

J. Carreirinha era o fornecedor local de drogas, e mantinha um belo escritório em uma cobertura no centro da capital. Pelo fato de ciências holísticas serem permitidas, Custódia fazia fortuna pois era considerada feiticeira, mãe de santo, vidente, profeta e cigana, além de manter uma tendinha na feira, onde lia cartas de tarô e tinha um realejo. O mico desse realejo também era sucesso, pois Custódia fazia do membro do animal, submetido a uma cirurgia de fimose, uma atração á parte, lucrando também com isso. A amargurada e obesa Virgínia era conhecida por sua vida solitária e por garantir não precisar de homens, uma vez que seu animal de estimação era uma jararaca grande e grossa. O padeiro Penistóples era o grande punheteiro da região e, além do pau rente, também tinha fama por seu pão quente. A figura mais idosa do país era Regina, puta consagrada e aposentada que, aos 171 anos de idade, chorava todas as noites por saudade de seu quente, penetrante e turbulento passado. O lamento de Regina ganhava ares medonhos nas noites de lua cheia, assombrando todo o reino.

Sérgio Piquinha, juiz de Aspárbia, também idoso, era o grande defensor das leis constitucionais vigentes e tinha alguma fama devido às suas marteladas, apesar de seu martelo já não se sustentar como outrora. Era público o desafeto do juiz com Arlindo Façanha, famoso boêmio das madrugadas asparbianas, já pego em flagrante diversas vezes na cama de Fudência, mulher do juiz. Entretanto, mesmo sendo Sérgio Piquinha uma autoridade, nada podia ser feito, pois, em Aspárbia, trepar era sagrado e não havia nada que transformasse o ato em crime. O casal Sérgio Piquinha e Fudência tinha somente um filho, Gefrânio, famoso por ser considerado o sujeito mais bem dotado da região. Na ocasião de seu nascimento Gefrânio já veio ao mundo com um pênis de 13 cm, fazendo a alegria das enfermeiras da maternidade.

A rede televisiva local era liderada por Tonhão, rapaz tímido e alvo dos amores românticos de Ione, que não dava sossego ao seu gato jornalista, deixando-o constrangido a cada nova pegada em seu microfone. O caso entre Tonhão e Ione era uma incógnita na região, pois a timidez do rapaz fazia contraste com a devassidão da Rainha. Mas, segundo fofocas do chefe maricas da guarda do castelo, Juvenal, Tonhão visitava os aposentos reais em algumas madrugadas, sempre chegando com seu microfone em punho.

Pelo fato de Ione não aceitar movimentos religiosos arcaicos, as beatas de sacristia e padres eram banidos da região, restando somente aqueles que eram comprovadamente mais adeptos à liberdade da libertinagem. Entretanto, competia a estes padres garantir a pureza dos rapazes para que a Rainha deles desfrutasse na ocasião da desvirginização.

*No próximo capítulo: O Grande Problema de Ione

CONTINUE LENDO >>

sábado, 26 de março de 2011

BadernaCast #16A e #16B - Falamos sobre a 2ª e 3ª temporada da série LOST


O BadernaCast é o podcast coletivo no qual participo, e foi criado para o Blog Oultrabadernista, de Alexandre Lessa (o Pimp Mal), e integrado por mim e pelo amigo Rafael Frassetto.

Nessa edição, falamos sobre a 2ª e 3ª temporadas de Lost e todos os novos mistérios que surgiram após a 1ª temporada. O que tem dentro da escotilha, quem são os Outros, o que é a Dharma, o que é aquele pé gigante com 4 dedos, como Locke foi parar na cadeira de rodas, quem foi o responsável pelas mortes dos pais de Sawyer, o que está escrito nas tatuagens de Jack, o que é a fumaça preta, porque Kate foi presa, cadê o Walt e quem é que está cuidando do cachorro Vincent enquanto todos correm de um lado para o outro? Mistérios, mistérios e mais mistérios...! Esse é o primeiro especial DUPLO do BadernaCast (Parte A e Parte B) e, para tal ocasião, convidamos Rafael Smok (tabernadosmok.com.br) para nos ajudar a entender essa ilha tão misteriosa e sobrenatural.

Embarque nesta balsa junto com a gente e ouça o nosso novo Baderna:

Audio A:

Link direto, caso não consiga ouvir aqui: http://www.4shared.com/audio/Q-s1LDqr/BadernaCast_16_A.html

Audio B:

Link direto, caso não consiga ouvir aqui: http://www.4shared.com/audio/e3dvivik/BadernaCast_16_B.html

*Deixem seus comentários para que possamos ler no próximo podcast, senão Jacob irá lhe assombrar!

CONTINUE LENDO >>

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Sexto Sentido

Os anos 90 careciam de um bom suspense fantasmagórico. Não falo de filmes de terror escancarado onde assombrações atacam pessoas e dominam casas vazias, mas me refiro ao suspense mais puro que o cinema pode realizar; aquele vindo de uma narrativa envolvente, de uma direção segura e elegante, do verdadeiro suspense psicológico aliado a um drama onde os personagens estão posicionados como verdadeiras peças em um tabuleiro de xadrez... no qual o movimento final, será um verdadeiro xeque-mate de qualidade! "O Sexto Sentido" surgiu no finalzinho da década de 90, em 1999, e desde então, o mundo soube de fato que não era preciso efeitos especiais mirabolantes ou mesmo tanta pirotecnia, para que fosse construído uma autêntica obra-prima dentro do tema.

Antes de mais nada "O Sexto Sentido" não é um filme de terror. Não daqueles que seguem a fórmula hollywoodiana tão batida do gênero. O filme criado, dirigido, escrito e produzido pelo ainda então novato diretor indiano M. Night Shyamalan (de "Corpo Fechado", "Sinais", "A Vila" e de outros trabalhos que não merecem tanto destaque assim), consegue mesclar de forma perfeita uma tensão sobrenatural - desde o início da projeção - ao drama em que seus dois personagens principais estão inseridos, e que moverá a narrativa. O psicólogo infantil Doutor Malcolm Crowe (Bruce Willis, em um ótimo empenho e em uma das interpretações mais sérias de sua filmografia) carrega o fracasso de não ter conseguido ajudar um problemático jovem que, numa noite, invade sua residência armado e atenta contra sua vida e depois se mata com um tiro na cabeça. Essa impactante introdução do filme, já nos transporta para a realidade do Doutor, feito por Bruce Willis, que tempos mais tarde estará numa situação delicada com a esposa e se sentindo ainda um profissional ineficaz, devido a esse drama que ele carrega. A história do filme aí, mostra seu primeiro ato de inteligência ao não jogar o exato tempo que se passou entre a tragédia que o Dr. Malcolm presenciou, ao momento atual onde ele começa a conhecer um pequeno menino que parece sofrer de ilusões; se não sabemos que se passaram anos, meses, ou alguns dias apenas, depois do suicídio do rapaz no início do filme, não temos também a resposta exata do que ocorreu nesse interím pro casamento do Psicólogo estar se deteriorando ou mesmo de quando ele começou a ter de volta a vontade de ajudar um novo paciente. E para quem já conhece o final do filme, sabe que esse tempo foi necessário TAMBÉM para que compreendêssemos ao desfecho de tudo, a real situação do Dr. Malcolm Crowe.

(Sean Cole revelando todo o seu surpreendente "dom" para o Psicólogo Malcolm Crowe)

"O Sexto Sentido" traz ainda um grande trunfo: a atuação magistral do ator mirim Haley Joel Osment, que como o garotinho que "vê os mortos", envolve o espectador numa performance espetacular, digno de aplausos. Compondo uma criança tímida, reservada, introspectiva, mas que ainda assim demonstra uma dedicação emocional por querer ajudar a mãe, ele se esforça ao máximo para tentar se passar por um garoto normal, e tentar viver como um menino que precisa buscar uma força interna grandiosa, para tentar acomodar sua assustadora realidade de conviver com os espíritos que aparecem em sua frente, quando ele menos espera. O que leva o espectador a muitos sustos (nunca gratuitos!) e que ajuda a compor ainda mais a atmosfera sobrenatural que "O Sexto Sentido" solidifica ao decorrer da história. O menino Sean Cole é apenas mais uma peça brilhante da composição desse roteiro que lança seus fios aos poucos, para que no final, todos possam estar diante de uma enorme e bem formada rede. O garoto é o fio condutor da história de "O Sexto Sentido", é ele quem o espectador vai se aproximar mais e torcer para que consiga resolver os seus problemas. E mais ainda, apesar de nos emocionar tentando ajudar sua mãe, que por sua vez, também tenta ajudar o filho mas não compreende o seu "dom", o menino Sean Cole vai ajudar justamente quem menos espera ser ajudado: O Doutor Malcolm. É é esse fio que Shyamalan vai deixando no decorrer do filme, de forma brilhante e magistral... e que ao final, quando entendemos quem na verdade ajuda quem, é que batemos palmas de pé!

"Eu vejo pessoas mortas!" (Sean Cole)
"Há quanto tempo?
" (Dr. Malcolm Crowe)
"Sempre! Eles aparecem a toda hora, em todo lugar." (Sean Cole)

"Eles te assustam?" (Dr. Malcom Crowe)

"Sim... mas... acho que não querem assustar... pedem para eu ajudá-los!
Mas muitos deles não sabem que estão mortos!"
(Sean Cole)

Reparem nessa frase em vermelho!!! Ela praticamente nos revela o final! E detalhe: esse diálogo acontece ainda no MEIO do filme, no primeiro momento em que o garotinho Sean Cole revela o seu dom para o Dr. Malcolm. Esse poderia ser um diálogo bem feito e muito bem construído, só que poderia estar deslocado no DESENVOLVIMENTO do roteiro, se não estivesse interligado com vários outros pontos da história do filme, em que fortalece ainda mais a coerência para que esse diálogo exista! Afinal, o desfecho de "O Sexto Sentido" começa a ser descortinado para o espectador desde os 15 minutos inciais do filme, como perguntas que quando visto pela primeira vez, surgem certeiras; como do porquê a esposa de Malcolm não mais falar com ele, do porquê ela o ter ignorado na mesa do restaurante, do porquê ela não estar usando mais a aliança e do porquê a mãe do menino em NENHUMA hora no filme, fala diretamente com o Dr. Malcolm. Aliás, o personagem de Bruce Wiilis, após aquela trágica abertura, só interage com o menino. A resposta estava aí, na nossa o cara o tempo todo... só que, claro, tudo genialmente planejado para os sensacionais minutos finais!

(Malcolm descobrindo toda a verdade: a fechadura de sua casa esteve trancada o tempo todo e a chave sempre esteve em seu bolso!)

"O Sexto Sentido" tornou-se um filme icônico, emblemático e um verdadeiro cult justamente por possuir um roteiro tão bom e tão sagaz que não menospreza a inteligência do espectador em nenhum momento. E mais ainda, há um bom espaço para se debater os dons que muitos alegam possuir, a mediunidade tão descrente por muitos na sociedade, e como isso pode interferir na vida de uma criança médium e em em seus familiares. A emocionante sequência que Sean Cole revela para a mãe (a ótima Toni Colette), dentro do carro, o que a avó dizia para ela todas as noites, é um final perfeito para ainda promover esse tipo de discussão entre os mais incrédulos.

Enfim, essa obra-prima de M. Nigh Shyamalan, não é só um dos melhores suspenses fantasmagóricos já produzidos no cinema... os "fantasmas" aqui, podem até ficar em segundo plano, para que possamos refletir o quanto uma pessoa (seja ela criança, jovem, adulta ou velha) pode sofrer se não conseguir entender e, principalmente, ACEITAR o seu dom!

(O fim de uma jornada emocionante: o menino e o Psicólogo sabendo agora os seus verdadeiros lugares!)

Um filme inesquecível e que guardo na minha prateleira com muito orgulho.

CURIOSIDADES:
  • O filme inicialmente iria estrear em outubro de 1999. Entretanto, o resultado final animou tanto os executivos que sua estréia foi antecipada em mais de 2 meses, para a concorrida temporada do verão americano.
  • No Brasil, o filme foi líder absoluto de público, tendo liderado o ranking semanal por mais de 2 meses e levando aos cinemas mais de 4 milhões de pessoas, tornando-se o filme que mais expectadores teve em 1999.
  • O ator mirim Haley Joel Osment foi impedido por sua mãe de assistir ao filme por um motivo simples, a censura era 14 anos. Poderia ser que as cenas impressionassem o garoto, por isso Haley não teve a oportunidade de se ver nas telas.
  • Todos os objetos e elementos que aparecem em cena, que teriam uma importância seja pro menino quanto pro Doutor, estão na cor VERMELHA. O balão que vai pro sótão é vermelho, o suéter do menino é vermelho, a maçaneta da porta do Doutor é vermelha, a saia da madrasta que torturava a menina era vermelha...
  • O ator Bruce Willis vinha de relativos fracassos em seus filmes mais comerciais, tendo destaque apenas em filmes mais independentes. O Sexto Sentido foi sua grande volta ao circuito comercial.
  • Bruce Willis afirmou que quando contra-cenou com Haley Joel Osment, ficou surpreendido de como um menino de 11 anos conseguia ser tão compenetrado nas cenas e tão bom profissional. Ele diz até hoje que Haley acordava para as gravações todo os dias às 6 da manhã, enquanto ele mesmo chegava em cima da hora nos sets correndo com a gravata torta e com um copo de café na mão.
  • O Sexto Sentido teve a maior bilheteria do ano de 99 em todo o mundo, e é hoje ainda, o filme que tornou-se referência absoluta dentro do gênero.
* O Sexto Sentido é a VIGÉSIMA NONA imagem que compõe o título desse blog... e eu adoro esse filmaço!!!

CONTINUE LENDO >>

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pessoas "Auto-Ajuda"


Eu não gosto de sorvete de côco, odeio celulares tocando em cinema e detesto sapatões que se acham mais “machos” que homens. Mas uma das coisas que mais me irrita na face da terra, é quando você está naqueles dias de putice, de raiva mesmo, mal humorado, ranzinza, rabugento e com cara – corpo e alma! – de poucos amigos (afinal, somos seres humanos e temos direito também de ter alguns dias assim, desde que você não perturbe ninguém) e, repentinamente, quando você menos espera, na rua, no trabalho, na fila do supermercado ou na igreja, surge aquele colega com um sorriso colgate, com espírito de apresentador de festinha infantil e com aquela banca de “psicólogo do coração” achando que entende o seu mau humor dizendo frases que mais parecem saídas de alguma poesia de aluno de quinta série... são as “pessoas auto-ajuda”! Elas existem, e geralmente se escondem naquele colega mais inexpressivo, que você já tinha achado que tinha se mudado, viajado, casado ou até morrido. Mas não, ele aparecerá do inferno (ou do “céu”, como ele terá a pretensão de acreditar), pronto para lhe motivar e lhe ajudar a crescer o ânimo, a alma e o humor.

É incrível como a disposição desses sorridentes chatos são absurdamente inabaláveis – e sem noção. Um dia desses, estava caindo um temporal perto de casa, eu tinha saído de uma loja de celular e já estava puto porque os vendedores do meu aparelho não resolveram porra nenhuma para consertá-lo, tinha ido a pé só de guarda-chuva porque a loja era perto de minha casa, mas a merda do meu guarda-chuva velho estava com um dos arames quebrados e eu já estava me vendo no meio da ventania levando chuvarada pela cara enquanto meu guarda-chuva se transformaria num “rabo de pavão”. Atravessei a rua, molhei o pé numa aguaceira que corria solta pelo meio-fio, e eis que surge todo engomadinho e com um sorriso de apresentador dominical, um colega que se não me falha a memória, só dei “Feliz Natal” no final de 2007. O cara estava também de guarda-chuva, se colocou ao meu lado esbarrando a merda do guarda chuva dele no meu e foi caminhando comigo pulando dejetos e poças molhadas como se aquilo pra ele fosse divertido. Pra piorar, o babaca não percebia que os arames do guarda-chuva dele arranhavam os meus – que já eram velhos e podres – e faltava pouco para eu ver sair faísca daquilo ali! O cara ficou me perguntando do porquê a minha cara emburrada, do porquê eu estava irritado, do porquê eu tinha saído daquela loja assim, do porquê isso do porquê aquilo, com aquela voz mansa e educada que por um momento, pensei que fosse gay e estava querendo que eu o comesse. Mas não, ele era heterossexual mesmo e um tremendo de um pé no saco! Todas as frases dele começavam praticamente com “Mas não fique assim, porque a vida oferece mais coisa boas e bla bla bla...”, “Veja sempre o lado positivo, Marcel, e saiba que desses obstáculos e infortúnios (infortúnios é FODA!), você pode aprender e tel, tel, tel, “Sei que as coisas são difíceis, mas lembre-se que amanhã é outro dia e você é um cara forte, é mais que isso, eu te conheço, e tal, tal, tal”... porra, como um cara pode se achar tão PRÓXIMO, ÍNTIMO E com essa PARTICULARIDADE toda pra falar que eu vou melhorar???”. Nem que ele fosse a Luiza Brunet (talvez a Paola Oliveira, quem sabe)! Mas pelamordedeus, que cara chato e sem noção!!! A tempestade caindo, ensopando a borda das nossas calças, o filho da puta quase furando o meu olho com aquele arame afiado do guarda-chuva dele e eu tendo que agüentar esse papo insuportável de Lider de Escoteiro? Ah, dai-me paciência! Só não mandei-o à merda, porque faltou coragem na hora. Talvez até força, porque eu realmente estava cansado! E ele estava me cansando ainda mais!!!

Então acreditem, “pessoas auto-ajuda” existem, estão espalhados pela cidade, escondidos aonde você menos suspeita e quando você estiver naquele dia de putice, TPM, de ovo virado, óvulo virado, cara de fezes mesmo, eles surgirão!!! Travestidos ou não de pastores, eles acham mesmo que podem melhorar seu ânimo com aqueles papos de que somos mais além do que nossas dificuldades (como se eles te conhecessem desde os 5 anos de idade!) e que só falta dizer que não há adversidade no mundo em que não superaremos. É sério, se eu acreditasse em 99% das palavras melosamente otimistas que eles cospem pra cima da gente, eu já teria até acreditado que posso voar e construir um outro planeta longe da Terra!

Eles têm boas intenções? Podem até ter, nem duvido disso... mas assim como os livros de auto-ajuda, seriam mais bem vindos se alguém recorresse a eles e não o contrário.

Chatos pacaralho!

* Admito que quando é mulher tentando me confortar, eu me sinto melhor... rs

CONTINUE LENDO >>

segunda-feira, 21 de março de 2011

Conto Degenerado #2

ASPÁRBIA – Capítulo 2

Destrinchando A Essência de Ione


Como mencionado no primeiro capítulo (leia aqui para relembrar), Aspárbia era um reino estranho e desconhecido, governado por uma rainha estranha e que desejava muito se fazer conhecer: Ione!

Filha única, nasceu com o dom do sexo e desde bem jovem foi um problema para a família real. Aos treze anos de idade já envergonhou seus pais ao ser pega pelos guardas da corte bêbada, praticando sexo oral em um mendigo perneta numa esquina escura. O escândalo ainda ganhou maiores proporções, pois Ione ofereceu-se à tropa para que eles não revelassem o episódio a seus pais. Pra seu azar, o chefe da guarda era viado e não permitiu que seus capatazes dessem cobertura (nos dois sentidos!) à impura princesa.

Tornou-se Rainha de Aspárbia aos 24 anos, quando seus pais faleceram em um acidente que nunca foi desvendado. Os corpos do rei e da rainha foram encontrados nus nos jardim do castelo, o dela por baixo e o dele por cima, em uma manhã de inverno. Supõe-se que morreram congelados, transando na neve ao tentar realizar alguma fantasia sexual.

Ione não tinha travas, nunca teve. Com o avançar da idade, tornou-se uma mulher devassa e vulgar, que pensava em sexo e orgias o tempo todo, e tinha preferências por homens mais jovens e bonitos. Rejeitou a religião por gostar mais do carnal e acreditar que divindades não poderiam satisfazê-la. Em sua sede constante de fêmea no cio, a rainha aloprava o tempo inteiro. Fez de Aspárbia um país onde as leis eram suas cúmplices de putaria.

Tinha preferências estranhas e lançava modas torpes. Seus cabelos louros eram pintados uma vez por semana e ensebados com óleo de bagaceira após cada lavagem para que mantivessem o viço. Suas roupas eram todas bordadas de escandalosos paetês. Usava maquiagem forte e óculos escuros o tempo todo, de modo que ninguém nunca havia visto seus olhos. Do pescoço pendia um cordão com um crachá que acomodava-se em seus seios, onde lia-se: ‘Rainha de Aspárbia’, em uma mensagem holográfica que fazia com que as pessoas, para ter acesso ao conteúdo, aproximassem seus rostos do colo de Ione e desfrutassem de seu inebriante aroma feronômico.

Como boa devassa que era, Ione mantinha três amantes que eram escolhidos a dedos (a dedos mesmos!) e a cada ano os substituía por outros três mais novos e fogosos, concedendo-lhes aposentaria e ‘invalidez sexual’ vitalícias. Porquê ‘invalidez sexual’?! Simples: cada amante aposentado de Ione, na ocasião do ‘supremo ritual de bota fora’ tinha seu membro castrado e armazenado em um refrigerador nos aposentos reais. Ione colecionava pênis! E gargalhava a cada decapitação peniana, guardando os pênis decepados e chamando-os carinhosamente de "picolés". Cada membro recém chegado à coleção era batizado com o nome de um sabor. Nessa vasta coleção o ‘de chocolate’ e o ‘de abacaxi’ tinham lugar de destaque por terem pertencido aos amantes que mais davam no couro: o ‘de chocolate’ pertenceu ao ‘Nêgo-Gostoso’ de Ione; e o ‘de abacaxi’ ao ‘Vigarista-GG’. Contabilizava 23 anos de mandato e, como decepava três amantes por ano, tinha em sua coleção 69 pênis durinhos, guardados no congelador. 69... número bastante sugestivo!

Com toda sua devassidão e apetite sexual, a rainha fazia com que a putaria imperasse no país de Aspárbia! Havia uma questão que deveria assolar Aspárbia: o que seria do reino futuramente com a morte da Rainha Ione, uma vez que ela não tinha herdeiros? Porém, seus habitantes tinham outros envolvimentos que impediam de pensar nisso: sexo, drogas e folia!

*No próximo capítulo: A População de Aspárbia

CONTINUE LENDO >>

sexta-feira, 18 de março de 2011

Elvis Presley



O Cara:

Elvis Aaron Presley
foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado como Rei do Rock. É também conhecido pela alcunha Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 1950 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores artistas da música e por outros como o melhor cantor de rock do século 20.

Acompanhado pelo guitarrista Scotty Moore e pelo baixista Bill Black, Presley foi um dos criadores do rockabilly, uma fusão de música country e rhythm and blues.

Elvis tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial. Entre seus sucessos musicais podemos destacar "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can´t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder Of You", "An American Trilogy", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue". Particulamente no Brasil, foram ainda bem-sucedidas as canções "Kiss Me Quick", "Bossa Nova Baby", "Bridge Over Troubled Water", essa última, considerada por muitos, como sua música mais sentimental.

Após sua morte, novos sucessos advieram, como "Way Down" (logo após seu falecimento), "Always On My Mind", "Guitar Man", "A Little Less Conversation" e "Rubberneckin". Trinta anos depois de morrer, Presley ainda é o artista solo detentor do maior número de "hits" nas paradas mundiais e também é o maior recordista mundial em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão e meio de discos vendidos em todo o mundo.

Sua Origem:

Elvis Aaron Presley nasceu na cidade de East Tupelo (East Tupelo seria agregada mais tarde à cidade de Tupelo, formando assim uma única cidade), no estado do Mississippi, no dia 8 de janeiro de 1935. Único sobrevivente ao parto de uma dupla de gêmeos univitelinos, seu irmão, Jessie Garon, nasceu morto. Na pequena cidade do interior dos Estados Unidos, ele aprendeu com a mãe e o pai a ser respeitoso, independentemente de aspectos de qualquer ordem, quer étnicos, sexuais e/ou sócio-económico-financeiros. Nos seus primeiros anos de vida, cresceu em meio aos destroços de um furacão que devastou sua cidade no dia 5 de abril de 1936. Esse triste fato ocasionou, mesmo o estado do Mississipi sendo na época um centro do racismo americano, uma união entre brancos e negros, que deixaram de lado por algum tempo o conflito racial, tudo em prol da reconstrução da cidade. Em 1945, Elvis participou num concurso de novos talentos na "Feira Mississippi-Alabama", onde conquistou o segundo lugar e o prémio de 5 dólares, mais ingressos para todas as diversões. Elvis, na ocasião, cantou Old Shep, canção que retrata o desespero de um menino pela perda de seu cão. No mesmo ano, o seu pai presenteou-o com um violão, que passou a ser a sua companhia constante, inclusive na escola. Elvis e a família mudaram-se para Memphis no dia 12 de setembro de 1948. A família Presley morou por bastante tempo em condições precárias. No período de 1948 até 1954, Elvis trabalhou em várias atividades. Foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Concluiu seus estudos em 1953. Nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, onde possível, arriscava alguns acordes ao piano. Reza a lenda que apreciava cantar na penumbra e até em breu total. As suas influências musicais foram particularmente o country, a música gospel, o rhythm and blues, capturado na histórica "Beale Street", em sua adolescência, na cidade de Memphis; além de seu apreço pela música erudita, particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o Tenor Mario Lanza e, naturalmente, cantores gospel como J.D. Sumner, seu preferido.

Anos 50 - O Início Artístico:

Em 18 de julho de 1953 e posteriormente em 4 de janeiro, 5 de junho e 26 de junho de 1954, Elvis grava algumas canções de forma experimental, no "Memphis Recording Service", filial da Sun Records.

Entretanto, em julho de 1954, Elvis entra em estúdio e grava outras canções iniciando assim sua carreira profissional. No dia 5 de julho de 1954, considerado o "marco zero" do rock, Elvis ensaiava algumas canções, até que, em um momento de descontracção, de forma improvisada, começou a cantar o blues "That's All Right, Mama" de Arthur Crudup, provocando em Sam Phillips um grande entusiasmo. Surgia então o rockabilly, uma das primeiras formas do rock'n and roll. "Take", nova canção no gênero, foi realizada; dessa vez, "Blue Moon of Kentucky", um tema bluegrass, foi gravado com a mesma levada de "That's All Right, Mama". Ambas comporiam seu primeiro disco, um "compacto simples" (single). Participaram das sessões, além de Elvis e Sam, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black, que tornariam-se amigos de Elvis.

No dia 7 de julho as duas canções são executadas pela primeira vez numa rádio de Memphis, e o resultado é estrondoso: a voz de Elvis causou uma comoção e vibração até então jamais sentida musicalmente naquela região, e o sucesso foi absoluto. Devido a toda essa repercussão, Elvis é convidado a dar uma entrevista, sua primeira como cantor profissional. A canção "Blue Moon Of Kentucky" chega ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis e "That's All Right" atinge o quarto lugar da mesma parada. Já no dia 17 de julho, ele realiza o seu primeiro espetáculo na cidade de Memphis. Em 2 de outubro, ele faz seu primeiro espetáculo fora de Memphis, a cidade escolhida foi a capital do Country, Nashville. Em 8 de outubro, Elvis faz sua primeira apresentação fora do estado do Tennessee, a cidade escolhida é Atlanta na Geórgia. No dia 16 do mesmo mês, Elvis tem provavelmente o seu primeiro grande momento na carreira: ele realiza na cidade de Shreveport, no estado da Lousiana, um espetáculo que era transmitido pela rádio local de enorme sucesso na época chamado "Louisiana Hayride", onde foi recebido de forma bastante entusiasmada por toda a plateia, composta por mais de 500 pessoas. O ano de 1955 pode ser avaliado como a gênese do sucesso nacional de Elvis. Somando-se a isso, as suas performances em programas de rádio e algumas apresentações em programas locais de televisão, faz ele ganhar ainda mais destaque. As suas canções começam a fazer sucesso por todo o país; "Mystery Train" chega ao 11º lugar na parada nacional country da Billboard, "Baby, Let's Play House" atinge o 5º posto na mesma parada, até culminar com a primeira canção "número um" nos charts nacionais, canção denominada "I Forgot To Remember To Forget". Neste mesmo ano ele conheceria o seu empresário Tom Parker, que agenciaria sua carreira ao longo de sua vida, e que futuramente, se mostraria um homem bastante controlador.

O Preço da Fama:

Em 1956, Elvis tornou-se uma sensação internacional. Com um som e estilo que, uníssonos, sintetizavam suas diversas influências, ameaçavam a sociedade conservadora e repressiva da época e desafiavam os preconceitos múltiplos daqueles anos; Elvis fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje, "cults" e primordiais, mundialmente. Suas canções e álbuns transformam-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o mundo. Elvis tornou-se o primeiro "mega star" da música popular, inclusive em termos de marketing. Muitos postulam que essa revolução chamada rock, da qual Elvis foi emblemático, teria sido a última grande revolução cultural do século 20; já que, as bandas, cantores e compositores que surgiram nas décadas seguintes - e fizeram muito sucesso -, foram influenciados, de alguma maneira, direta ou indiretamente por Elvis. O que pode ser considerado verdade. O preço do pioneirismo transformador, entretanto, é altíssimo. Elvis foi implacavelmente perseguido pelos múltiplos segmentos reacionários estadunidenses e por todas as etnias. Os brancos, preconceituosos burgueses representantes da classe dominante, achavam-no vulgar, um rebelde representante de uma estética popular, cuja interface negra - o rock, "filho" também do rhythm and blues - era uma música de negros e para negros e, por isso, considerada uma música "menor" por aquele grupo dominante. Já os negros, achavam que por ser uma música de origem negra, nenhum branco deveria representá-la e divulgá-la, já que mão simbolizava a raça. Elvis, em verdade, foi perseguido e tornou-se vítima de muitos preconceitos por ir de encontro a um sistema estabelecido e por ter origens humildes, um "caipira sulista", fato pelo qual ele sempre foi discriminado.

Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e perseverança o mantiveram "vivo" até os dias que se seguiram e que a descrição de que ele só fez sucesso por possuir uma aparência de certa forma bonita, não é mais considerada como uma versão admissível pelos biógrafos sérios e historiadores daquela época e da música, sendo consideradas nos dias atuais como risíveis e recheadas de clichê. Mas Elvis, superou de fato as adversidades, ainda que a cina da vulgaridade tenha permanecido no seio dos segmentos mais ostensivos às camadas mais populares. Até os dias atuais, Elvis é lembrado como um dos maiores nomes da música em todos os tempos, ainda que sua importância maior talvez ainda esteja por ser estudada e compreendida, por epistemólogos da Sociologia e Psicanálise, principalmente. Suas apresentações televisivas quebraram todos os recordes de audiência até então, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances explosivas. Podem ser citadas como exemplos, as interpretações de "Hound Dog" nos famosos programas de Ed Sullivan e Milton Berle. Um fato bastante propagado e que destaca esse momento fervoroso do artista, são as polêmicas censuras em torno de suas apresentações televisivas, fato comprovado pelas apresentações onde ele foi filmado da cintura para cima; uma em 1956 no programa "The Steve Allen Show" e outra em 1957 no programa "The Ed Sullivan Show". Em 1 de abril de 1956, Elvis grava uma performance em cores da canção "Blue Suede Shoes", cena esta que fazia parte de um teste feito pela 20th Century Fox para o filme "Love Me Tender", sendo que a referida cena não foi transmitida na época, tendo permanecido nos arquivos da "FOX" até finais da década de 80; essa talvez tenha sido sua primeira performance em cores, afinal, naquela época a transmissão em cores estava em seu início. Os filmes "Love Me Tender", "Loving You", "Jailhouse Rock" e "King Creole" foram um grande sucesso de público e, principalmente, os dois últimos, também tiveram seus méritos reconhecidos pela crítica especializada. No mês de outubro de 1956, Elvis realiza um espetáculo na cidade de Dallas no estádio "Cotton Bowl" para um público estimado de 27 mil pessoas, algo incomum para um cantor solo naqueles tempos. Em janeiro de 1957, em sua última apresentação no programa de Ed Sullivan, Elvis provocou uma enorme histeria, quando, contra a vontade do apresentador, cantou a música gospel preferida de sua mãe, "Peace In The Valley". A repercussão foi imediata e polêmica, levando-o à gravação de seu primeiro disco gospel, um EP (compacto duplo com quatro canções). No final de 1957, um show realizado no Pan Pacific de Los Angeles, foi considerado um dos maiores momentos da carreira de Elvis, por sua sensual e arrebatadora apresentação, considerada escandalosamente provocativa pelos puritanos da época. No mesmo ano de 1957, Elvis se apresentou no Canadá, os seus únicos shows fora dos Estados Unidos, em um total de cinco espetáculos que abalaram o país vizinho. Neste ano, Elvis adquiriu a mansão Graceland, sua eterna morada. Em 1959 conhece Priscilla Beaulieu (que tinha 14 anos na época), que viria a ser sua mulher alguns anos mais tarde.

Final dos Anos 60 e a Virada na Carreira:

Apesar da fase de pouca qualidade em seus filmes hollywoodianos (uma jogada de marketing que seu empresário, o Coronel Tom Parker, insistiu para que ele aceitasse) e respectivas trilhas-sonoras, o ano de 67 será lembrado pelo lançamento do disco que seria considerado um "divisor de águas" na carreira de Elvis, o gospel How Great Thou Art; decorrente de radical mudança em sua produção musical. O álbum surpreendeu o mundo, gradativamente, transformou-se em um grande sucesso de crítica e público; sendo, posteriormente, agraciado com um honroso Grammy, o "Oscar" da música. De alguma forma, o fonograma - de grande qualidade - e seus resultados, aguçou e excitou musicistas, produtores, fãs e o grande público. Bem produzido e com peças esmeradas, Elvis Presley dera indícios de sua vitalidade e criatividade, ainda em franca ascensão e plena maturidade musical. Fundou-se, portanto, um tempo de bons arranjos e melhor seleção musical. Ocorreram profundas mudanças em seus tons, na própria tessitura vocal e, consequentemente, em seus registros. Gradativamente, a própria extensão seria privilegiada, com comprometimento da afinação e menos gritos. No mesmo ano, Elvis Presley finalmente casou-se com Priscilla, já residente em Graceland, Memphis, desde meados da década. O matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas. Nesse período, entre 1967 e 1968, foram lançados alguns compactos muito elogiados; realmente, criativos e interessantes - goste-se ou não de Elvis Presley, reconhecerão seus ouvintes. Tudo devido as sessões de gravação ocorridas ainda em 66, mais precisamente em maio e junho, onde o repertório foi sendo aprimorado qualitativamente, gerando além do álbum "How Great Thou Art", outras canções de bom nível como "Indescribably Blue", "I'll Remember You" e "If Every Day Was Like Christmas". O mesmo pode ser percebido em 1967 em canções como "Suppose", "Guitar Man", "Big Boss Man", "Singing Tree", "Mine", "You'll Never Walk Alone". No período de 66/67, Elvis realiza várias sessões caseiras, onde ele interpreta várias canções de vários estilos e épocas distintas, mostrando um talento intuitivo e natural, no entanto, essas gravações só cairam no conhecimento do público, em sua grande maioria, no final da década de 90! Em 1 de fevereiro de 1968, nasce a sua primeira e única filha: Lisa Marie Presley.

Os Anos 70 - Na Estrada:

O ano de 1970 denotou um grande amadurecimento cênico e vocal de Elvis Presley, em relação ao anterior. Novas temporadas em Las Vegas ocorreram, com mudanças radicais em repertório - mais versátil e atualizado para aqueles dias -; shows avaliados como eletrizantes, tanto pela crítica como pelo público, porém com roteiros mais elaborados. Muitas dessas apresentações foram gravadas e deram origem a discos como "On Stage". Pela primeira vez no mundo, um artista prescindia de seu nome na capa - no original. Um novo marco! Apesar do grande sucesso, segmentos da crítica e dos estudiosos do show-business temiam que a rotina de espetáculos em Vegas, terra de pouca inventividade, pudessem tornar Elvis alienado e desmotivado, o que definitivamente não ocorreu. No mesmo ano, após seu retorno às apresentações ao vivo, Parker e Presley iniciaram uma série de grandes espetáculos históricos e considerados magistrais, mesmo na época de sua realização; e inventaram, gradativamente, uma nova concepção de shows: as "mega-tours". Presley fez 6 shows no Astrodome, em Houston, onde quebrou todos os recordes de público, reunindo 43.000 pagantes na quarta apresentação. Um recorde impensável para aquelas décadas!

Os Últimos Anos:

Ainda no ano de 1974, Elvis voltou a se apresentar no Astrodome, de Houston, estádio monumental, jamais contemplado com tal magnitude de um espetáculo de música popular. Novos recordes foram quebrados, superiores aos próprios, de 1970. Em um segundo show, 44.175 pagantes foram contabilizados; público até então inimaginável para um concerto de um único artista. Além de Houston, realizou shows históricos em Los Angeles, no mês de maio; prestigiado inclusive por artistas e bandas das novas gerações, então no auge, como um eufórico e entusiasmado Led Zeppelin. Uma única sessão de gravação foi realizada no ano seguinte, 1975, quando, no último dia do ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até então, apresentando-se para 72 mil pessoas. Segmento de seus biógrafos afirmam que este seria seu último ano primoroso artisticamente; Elvis realiza shows históricos em sua carreira, sendo elogiado cada vez mais por todos, propiciando o seguinte comentário do jornal The New Yor Times: "Cada vez mais Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais. Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de "Uniondale" no condado de Nassau no estado de Nova Iorque. Muitos até afirmam que alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira foram realizados em 1975. No mesmo período são lançados dois dos melhores álbuns de Elvis na década de 70, Elvis Today e Promised Land. Entretanto, seus percalços pessoais como o casamento e a saúde se somavam gradativamente. Em 1976, ano em que realizou mais de 100 mega-espetáculos, Elvis voltou a apresentar-se no último dia do ano, na cidade de Pittsburgh; reconhecido pela crítica e público como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade; para os fãs, antológico! Elvis Presley continuava a subir nos palcos regularmente, mas já de forma sofrível, acima do peso, inchado pelas medicações que tomava, ao longo dos seis primeiros meses de 1977, com a saúde visivelmente deteriorada. No mês de junho, teve espetáculos filmados pela rede de televisão CBS, vislumbrando um vindouro mega-especial, a ser levado ao ar em cadeia nacional oportunamente.

Morte:

Na noite de 15 de agosto, Elvis vai ao dentista por volta das 11:00 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da madrugada do dia 16 de agosto. Por volta das 10 horas da manhã, Elvis teria levantado para ir ao banheiro, e o que aconteceu desse ponto até por volta das duas horas da tarde é um mistério. O desenlace ocorreu, possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suite, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores predisponentes sistêmicos, os hábitos cotidianos e as circunstâncias que culminaram com a morte de Elvis Presley, são dos pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biógrafos e fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua namorada na época, Ginger Alden (ele já havia se separado de Priscilla). Logo após, o seu corpo é levado ao hospital "Memorial Batista" e sua morte é confirmada.

A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando uma comoção mundial como poucas vezes fora vista em nossa cultura; inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeraram em maior número em frente a mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas.

Por volta das 3 da tarde do dia 18 de agosto a cerimônia para familiares e amigos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos "Stamps" (Grupo vocal gospel) e por Kathy Westmoreland (cantora), ambos fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 1970. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em limusines, logo em seguida o corpo de Elvis é enterrado. Mas para os fãs e apreciadores de artistas que viraram ícones, a morte física de Elvis pouco importa, e sim, o legado artístico inesquecivelmente talentoso que deixou imortalizado.

Medicamentos:

Erroneamente e estupidamente, muitos acham que Elvis Presley morreu por overdose de drogas sujas, como o uso de cocaína ou heroína... o fato é que ele nunca foi viciado em nenhuma droga ilícita, jamais experimentou qualquer tipo de entorpecente, como muitos amigos dele na época já experimentavam e se viciaram como Jerry Lee Lewis e Johnny Cash. O que está provado é que ele se viciou apenas em medicamentos perdendo totalmente o controle a partir dos anos 70, quando o dr. George Nickopoulos receitou abusivas doses de remédios para Elvis, culminando assim na sua morte em 1977. O referido médico foi até levado ao Tribunal em 1981, acusado de receitar a Elvis um tratamento médico "ultrajante", mas foi absolvido. O fato é que Elvis era uma pessoa altamente complexa em sua vida pessoal e artística, uma pessoa de temperamento difícil, transformava-se de um instante para outro em uma pessoa alegre, simpática e falante em uma pessoa carrancuda e até mesmo infeliz; era, segundo pessoas próximas, hipocondríaco, o que talvez explique sua paranóia pela leitura de bulas de remédios e a alta quantidade de remédios que ingeria; tinha problemas no cólon (descolamento), o que lhe causava horríveis dores, além de problemas no fígado, e essas enfermidades deterioraram todo o seu organismo e provocaram o mal cardíaco culminando em seu falecimento prematuro. Segundo o amigo J. D. Sumner, Elvis relatou em certa ocasião que tinha a impressão que não alcançaria os 50 anos de idade, pelo fato de outros familiares terem falecido antes de completar essa idade. Infelizmente, ele estava certo.

"Aloha From Havaí"

Apesar de estar mergulhado em problemas pessoais e de saúde, mas no auge como artista, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo, transmitido, ao vivo, para muitos países - inclusive o Brasil, pela Rede Tupi - e, posteriormente, para quase todo o planeta. O especial, Aloha From Hawaii, foi assistido por aproximadamente 14 milhões de telespectadores - número surpreendente para aqueles dias. Nos Estados Unidos, sucesso estrondoso, foi ao ar em abril de 1973, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do jornal Los Angeles Times: "Elvis superou sua própria lenda!" No Brasil, foi ao ar novamente em abril do ano seguinte, 1974, com grande êxito. O álbum duplo, inaugural do sistema "quadrafônico", uma espécie de ancestral do "home theater", foi imediatamente colocado no mercado, atingindo rapidamente o marco de 1 milhão de cópias vendidas.

Elvis e os Beatles:

No dia 27 de agosto de 1965, Elvis e a banda inglesa The Beatles encontraram-se no âmbito doméstico, sem evidências, até agora, de qualquer produto áudio/visual relevante. A única imagem alusiva ao encontro de Elvis e Beatles é uma foto em que John Lennon (fã confesso de Presley!) aparece saindo da casa de Elvis. No documentário The Beatles Anthology, de 1996, os ex-beatles Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, confirmaram jamais terem tocado com Elvis, e que somente John Lennon o fizera. No mesmo documentário, Ringo, para os biógrafos confiáveis, a grande estrela da noite em simpatia e camaradagem geral, comentou ter jogado futebol com Elvis.

A Voz de Elvis:

Elvis dispunha de um registro vocal muito poderoso, flexível e eclético para quem nunca teve aulas de canto ou mesmo ensino teórico convencional. Elvis era quase um barítono profissional, conseguia atingir 3 oitavas e, por vezes, atingir o registro vocal de tenores e baixos de forma estupenda, um feito altamente marcante e admirável para quem se comprometeu apenas em cantar músicas populares e de vertentes do rock.

Segundo aqueles que são ávidos de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressionam aqueles que não conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente; Elvis atingia em muitas de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota musical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete. Raríssimos cantores conseguiam isso, e nunca um roqueiro cantou dessa forma!

Para a surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra, Elvis também já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, em seu início, principalmente em notas graves. O auge desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957. Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada e difícil, tanto em notas graves e agora também, como em notas agudas; um marco dessa evolução, seria o álbum How Grear Thou Art, gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 67.

Elvis deu início à sua carreira profissional com apenas 19 anos de idade, portanto, era o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde a voz de Elvis estava em plena transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.

Com o uso constante da voz, as cordas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como dizem que era o caso de Elvis Presley. Seu vocal era como um OUTRO instrumento musical, o que espantava qualquer banda que tocava com ele!

O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades a conciliação complexa, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o "dó acima do dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas. Mesmo com o microfone "colado" à boca (o que para muitos estudiosos, abafa um tanto o som autêntico da voz deixando apenas os tons mais guturais vindo da garganta), Elvis alcançava um timbre perfeito para cada notal musical.

Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma operesca, principalmente na década de 70, Elvis Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em um verdadeiro instrumento, provocando até dúvida em algumas pessoas, de como uma voz humana conseguia se ajustar tão perfeitamente em qualquer ritmo e melodia. Algo surpreendente até para especialistas de hoje!

Curiosidades Finais:

  • Elvis era LOIRO! Seu famoso topete preto foi mais um jogo de marketing para a época se produzir um cantor de rock moreno, já que a maioria eram loiros, como Jerry Lee Lewis e Bill Halley.
  • Elvis era fã de karatê. Praticava o esporte e chegou a ser faixa-preta. O gosto pela modalidade de luta era tanto, que o artista mandou confeccionar roupas de shows em formatos de kimonos, como pode ser visto em algumas de suas apresentações já na década de 70.
  • A fama de mulherengo era imensa. De todos os roqueiros, os que tinham mais "groupies" (fãs que desejam ter relações sexuais com seus ídolos) era Elvis... mas contrariando sua fama, muito pouco foi notificado, registrado ou até mesmo flagrado de algum envolvimento de Elvis Presley com alguma fã.
  • Bob Dylan e Neil Young chegaram a compor músicas para Elvis.
  • Ele adorava cães... colecionava São Bernardos e Dogues Alemães em seu enorme quintal em Memphis.
  • Apesar da rivalidade que diziam existir entre os dois, Elvis nunca considerou Frank Sinatra como seu rival. E elogiou Os Beatles num show ao vivo e gostava do Led Zeppelin!
* Marcel Camp é fã de carteirinha do Rei... e Elvis Presley é a VIGÉSIMA OITAVA imagem que compõe o título do meu blog.

CONTINUE LENDO >>

quinta-feira, 17 de março de 2011

BadernaCast #15 - Falamos sobre a 1ª temporada da série LOST



O Badernacast é o podcast coletivo no qual participo, e foi criado para o blog OUltrabadernista de Alexandre Lessa (o Pimp Mal), e integrado por mim e pelo amigo Rafael Frassetto.

Nesta edição, falamos sobre o seriado LOST. Um marco na televisão mundial em relação a expansão da mitologia e simbolismos criado exclusivamente para o universo da série, transformando-a num produto altamente pop. Um elenco notoriamente talentoso e que segura um roteiro intrincado, cheio de reviravoltas e com perguntas que deixavam o espectador querendo cada vez mais respostas. Essa parte do podcast, só falamos sobre a primeira temporada, que definitivamente, marcou o sucesso da série e angariou seus fãs.

Pegue o vôo 815 e embarque com a gente nessa ilha maluca repleto de mistérios mais malucos ainda:



Se não conseguir ouvir por aqui, taqui o link direto: http://www.4shared.com/audio/bIvndhWO/BadernaCast_15.html

* Deixe seus comentários antes que o Monstro de Fumaça pegue você!

CONTINUE LENDO >>

quarta-feira, 16 de março de 2011

Conto Degenerado #1

ASPÁRBIA – Capítulo 1

Apresentando Aspárbia

Era uma vez uma terra longínqua... Tão antiga que não consta nos registros históricos, ou tão futurista que ainda não foi descoberta. A questão é que ninguém jamais ouviu falar no reino sórdido de Aspárbia.

Aspárbia era uma região quente, habitada por seres estranhos que saiam às ruas de guarda chuva mesmo que não estivesse chovendo. Sua política de governo era a monarquia e seus monarcas nunca foram bem sucedidos, o que impunha à região uma fama não muito favorável. A bandeira do país era cor de rosa, adornada de paetês dourados e com a figura de um pênis enorme e ereto no centro, fazendo alusão às preferências monárquicas e à liberação sexual do local.

Em Aspárbia imperavam disputas religiosas grotescas, festas profanas, mercado negro e prostituição. A putaria corria solta naquele território escuso de ruas movimentadas e barulhentas. A cada esquina, podia ser encontrada uma birosca onde entorpecentes eram vendidos à bagatela e prostitutas eram negociadas à altos preços, para reverter fundos ao governo. Um constante desfile carnavalesco ocupava todas as noites a principal avenida da capital; desfile este que terminava nas portas do castelo do país.

Como pratos típicos, Aspárbia oferecia tudo que tivesse um fundo afrodisíaco: desde o amendoim até à famosa ‘pinga-fogo-no-rabo’, produzida nos alambiques do porão do castelo, e que também revertia renda ao reino. O dialeto da região era rico em palavrões, gírias e demais componentes lingüísticos chulos. Sem censuras e com supervalorização sexual, não havia regras que permeassem esse conceito. As mulheres de Aspárbia não precisavam carregar o fardo da virgindade e tinham educação sexual bastante liberal. Em contrapartida, os homens eram submetidos a um ritual de ‘desvirginização’ ao completarem quinze anos de idade, sendo iniciados sexualmente pela rainha (sim! ela traçava todos os rapazotes da região!).

Governado por Ione, a rainha loura, canceriana e depravada que mantinha três amantes a cada ano, o país ia de mal a pior. A monarquia era sustentada basicamente com o dinheiro angariado nas biroscas através da prostituição, o que fazia de Ione a grande cafetina local. Lá tudo era monitorado pela rainha que detestava e odiava a própria região e por isso fazia da vida de seus súditos um tormento constante.

Ione não poupava ninguém e se aproveitava principalmente dos homens de seu país. Traduzindo isso: a rainha parecia estar sempre pegando papel na ventania e passava o rodo na fração masculina de seus habitantes, atacando a todos e constrangendo os mais tradicionais com suas atitudes avassaladoras e luxuriosas. Desde as vestimentas, até as atitudes, a rainha transpirava sexo por todos os poros: na cabeça uma coroa cor de rosa, no rosto óculos escuros independente do horário ou clima, roupas metalizadas e brilhantes, saias minúsculas e uma vulgaridade insuperável.

*No próximo capítulo: Destrinchando A Essência De Ione

CONTINUE LENDO >>

segunda-feira, 14 de março de 2011

IMITANDO, FESTEJANDO E PERDENDO O REBOLADO - Uma crônica real e fatídica do "grande" Carnaval de São Paulo!

Amigos, respeito todos os Estados Brasileiros e admito não ter nenhum tipo de rixa ou preconceito com nenhum deles. Ao contrário, acho engraçado essa nossa miscelânea de sotaques, culturas e folclores. Desde Santa Catarina ao Piauí (minha nova referência ao jurássico bordão Do Iapoque ao Chuí), pertenco à grande mistura que é o nosso sangue brasileiro. E com orgulho! Mas confesso também que, de 3 anos pra cá mais ou menos, algo estranho causado pelo mês de Fevereiro anda me incomodando um pouco. É o Carnaval. Não abrangentemente o Carnaval do Brasil, mas precisamente o Carnaval de São Paulo. Calma, explicarei tudo. Esclarecerei de forma coerente. Só espero que os paulistas - e os leitores do VemAquiNoMeuBlog que moram em Sampa - não me apedrejem por isso.

Bem, sou carioca e não gosto muito desses desfiles da Sapucaí. Imaginem então como eu fico, quando vejo que paulistas TAMBÉM tentam fazer a mesma coisa lá no Sambódromo deles??? São imagens para nunca mais lembrar! Tudo bem que há passistas e rainhas de bateria pra lá de gostos...digo, de talentosas dentro das Escolas de São Paulo, mas o que a televisão mostrou durante o desfile paulista foi a mais autêntica visão do Inferno: mulatas gordas que não sabiam sambar, arriscando passos que mais pareciam turistas holandesas numa visita a um barracão, negras bundudas com um completo açougue de celulite e estrias penduradas em cada nádega e, mestres de bateria tão desengonçados e sem fôlegos, que só faltavam engolir os apitos. E o que é aquela construção do Sambódromo de São Paulo??? É praticamente uma cópia do Sambódromo do Rio. Quando a Globo exibia as imagens, eu já não sabia se estava vendo um desfile do Rio ou de São Paulo, tamanha é a semelhança! Até os postes de luzes e as torres de iluminação na pista de samba, são idênticas às nossas!! Podiam ter feito uma estrutura diferente, pelo menos. O Samba-Enredo das Escolas Paulistas também era de dar dó. Letrinhas medíocres levadas pela melodia manjada que mais parecia aquele esquidum-esquidum que até um tio embriagado nosso qualquer, faria no quintal durante um churrasco. Pelamordedeus! E os nomes das Escolas de São Paulo? É outro fator para soltar o riso. Ter o nome "Vai-Vai" é muito esculacho. Parece-me alcunha de bandido; imaginem o Boris Casoy dizendo um noticiário que seria mais ou menos assim: "Preso hoje à noite, em flagrante, quando transportava 2kg de cocaína, o marginal Duarte Lima Pereira, vulgo Vai-Vai, líder do narcotráfico da grande metrópole." Isso sem falar na famosa "X9 Paulistana". Quem seria ela? Uma vagabunda marginal que trabalhava de alcagoete? Quase é a mesma síndrome da "Nenê de Vila Matilde"; seria ela uma periguete que fazia a alegria dos rapazes da Vila, ou simplesmente uma bebezinha órfã deixada lá no meio da Vila Matilde? "Acadêmicos do Tucuruvi" também não fica longe. Soa muito estranho. "Águia de Ouro" e "Rosa de Ouro" podem até ter seus nomes mais bem elaborados, mas será que nenhum diretor dessas escolas percebeu que podem confundir o fiel torcedor? Eu não culparia se visse meu Mestre-Sala desfilando na escola rival de mesmo "sobrenome". Confunde mesmo! Qual é a Águia e qual é a Rosa??? Porquê não botaram pelo menos uma prata e outra bonze? Coisa de alguém sem criatividade. E uma torcida como a "Gaviões da Fiel" ter escola de samba é a mesma coisa que imaginar o Vasco da Gama tendo sua própria escola desfilando na sapucaí... seria que nome, mais ou menos? "Unidos da Cruz de Malta" ou "Acadêmicos do Bacalhau"? E se já não bastasse, a tradicional escola paulista "Império da Casa Verde" é de cor azul!!! Parece brincadeira mas não é.

Ao menos, os tombos dos artistas na pista dos sambódromos, me diverte muito!

* Marcel Camp já foi no sambódromo e dormiu.

CONTINUE LENDO >>

domingo, 13 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Mágico de Oz


Desde muito pequeno, eu não cansava de ver e rever as (des)venturas da menina Dorothy Gale que vai parar num estranho mundo onde precisa seguir uma estrada de tijolos amarelos e que no meio do caminho acaba fazendo amizade com seres estranhos como um espantalho, um homem de lata e um leão. Fora isso, a menina acompanhada de seu fiel cachorrinho Totó, precisa enfrentar a Bruxa do Oeste, uma feiticeira má que roubou o cérebro do Espantalho, o coração do Homem de Lata e a Coragem do Leão, e que agora tem propósitos bem escusos para o encantado Reino de Oz.

Misture à essa inventiva e curiosa trama, personagens altamente carismáticos, efeitos inovadores e marcantes pra época (estamos falando de um filme de 1939!), um universo tão rico em elementos infantis quanto adultos (em suas rápidas metáforas sociais) e canções inesquecíveis, como "Somewhere Over the Rainbow", que tornou-se quase um hino para as crianças dormirem, rs.

Um filme que possui lirismo, surrealismo, emoção, drama, tensão e uma pitada de originalidade que marcou a História do Cinema! E se não bastasse, a mega-produção foi dirigida de maneira emblemática pelo cineasta Victor Fleming, o mesmo de um outro clássico chamado "...E o Vento Levou".

Como tudo começou...

Lyman Frank Baum publicou seu livro O Mágico de Oz (The Wonderful Wizard of Oz) em 1900. Nos anos seguintes foram vendidas milhões de cópias, e Baum escreveu mais treze livros sobre Oz antes de sua morte em 15 de maio de 1919.

Em janeiro de 1938, o grande Estúdio Cinematográfico MGM comprou os direitos de adaptação sobre o livro. O roteiro estava pronto em 8 de outubro de 1938 (após vários tratamentos). As filmagens começaram em 13 de outubro do mesmo ano e foram concluídas em 16 de março de 1939. O filme teve sua pré-estréia no dia 12 de agosto de 1939, e em 25 de agosto daquele mesmo ano, entrou definitivamente em cartaz tornando-se um dos maiores sucessos do Cinema.

O Elenco...

A escolha do elenco para o filme foi problemática, com atores trocando de papéis repetidamente no começo das filmagens. Uma das principais trocas ocorreu com o personagem Tin Woodsman. Ray Bolger originalmente interpretaria Tin Woodsman e Buddy Ebsen seria o Espantalho. Bolger estava insatisfeito com seu papel e convenceu o produtor Mervyn LeRoy a reescalá-lo como o Espantalho. No início Ebsen não reclamou da mudança, mas nove dias depois de iniciadas as filmagens ele sofreu uma reação alérgica à maquiagem à base de alumínio. Conseqüentemente, Ebsen (agora em estado grave) teve que ser hospitalizado e deixou o projeto. Jack Haley assumiu o papel no dia seguinte. Desta vez a maquiagem usada foi modificada para uma pasta à base de alumínio. Ironicamente, apesar do seu acidente quase fatal com a maquiagem, Ebsen viveu mais tempo que todos os atores principais.

O papel de Dorothy foi dado a Judy Garland no dia 24 de fevereiro de 1938. Depois de escalada, alguns executivos da MGM cogitaram trocá-la por Shirley Temple, mas não conseguiram a liberação da jovem atriz pela Fox. Então, outros executivos da MGM vetaram a idéia.

Interessantemente, a consideração de Temple para o papel de Dorothy impulsionou a Fox à produção de um filme que eles próprios desconheciam. Conhecendo bem o projeto de O Mágico de Oz, eles não apenas negaram a liberação de Temple para a MGM mas decidiram escalá-la num filme "rival", O Pássaro Azul (no original, The Blue Bird). Graças à complexidade dessa produção da Fox e à decisão de filmá-lo repentinamente, O Mágico de Oz chegou aos cinemas americanos um ano antes de O Pássaro Azul. E enquanto a produção da MGM conseguiu uma boa arrecadação, O Pássaro Azul não o fez.

Originalmente, Gale Sondergaard foi escalada para o papel da bruxa vilã. Ela ficou insatisfeita quando sua personagem deixou de ser uma feiticeira levemente glamourosa e tornou-se uma feia bruxa. Ela largou o projeto e foi substituída em 10 de outubro de 1938 por Margaret Hamilton.

Em 25 de julho de 1938, Bert Lahr foi contratado para viver o Leão Covarde. Frank Morgan juntou-se ao elenco em 22 de setembro de 1938 como o Mágico. 12 de agosto de 1938 foi o dia em que Charley Grapewin foi escalado para o papel do Tio Henry.

As canções foram gravadas num estúdio antes do início das filmagens. Algumas das gravações foram concluídas enquanto Buddy Ebsen ainda estava no elenco. Então, mesmo tendo abandonado o projeto, sua voz permaneceu no coro de "We're off to See the Wizard". É fácil identificá-lo.

Dirigido por Richard Thorpe, o filme começou a ser rodado em 13 de outubro de 1938. Thorpe foi demitido após algumas cenas já terem sido gravadas, e George Cukor assumiu a função. Ele mudou a maquiagem e o figurino de Judy Garland e Margaret Hamilton, isso significou que todas as cenas das atrizes precisariam ser novamente filmadas. Porém Cukor tinha um compromisso anterior com o filme ...E o Vento Levou (Gone with the Wind), e deixou o projeto no dia 3 de novembro de 1938, deixando o cargo para Victor Fleming.

Ironicamente, no dia 12 de fevereiro de 1939, Victor Fleming substituiu George Cukor novamente, agora na direção de E o Vento Levou. No dia seguinte King Vidor assumiu a direção para terminar as filmagens (basicamente as cenas em preto-e-branco da fazenda no Kansas).

Polêmica...

Em 1964, Henry M. Littlefield foi a primeira pessoa a declarar que "O Maravilhoso Feiticeiro de Oz" não era apenas um livro infantil, mas sim uma alegoria ao Movimento Populista ocorrido nos Estados Unidos da América no fim do século 19. Littlefield publicou um artigo chamado "The Wizard of Oz: Parable on Populism." no diário estadonidense chamado "American Quaterly." Desde então, a teoria da relação do livro com o Partido Populista (Populist Party) vem sendo ensinada nas escolas e faculdades estado-unidenses.

Além de Henry M. Littlefield, muitos outros especialistas em política e história estado-unidenses dizem que o livro é muito mais do que um conto infantil, afirmando que Lyman Frank Baum era um seguidor do Partido Populista, e que esse autor usou o livro para defender o principal ideal desse partido, que era introduzir a prata como moeda de circulação no país, quebrando a hegemonia do ouro - ouro este que era escasso e estava quase que completamente sob o domínio dos donos das indústrias, que, por sua vez, eram na maioria membros do Partido Republicano.

Existem inúmeras interpretações para o que Lyman Frank Baum demonstra com o livro, entre as interpretações mais comuns estão que Dorothy é do estado de Kansas, pois na época era um estado completamente rural onde o Partido Populista era forte, devido a presença de muitos fazendeiros. No livro, Dorothy usa sapatos prateados, que siginificam a prata pisando no ouro, já que toda a estrada era feita de tijolos dourados.

O Espantalho representa a figura comum de um fazendeiro estado-unidense, que é considerado "sem cérebro" pelas elites industriais mas mesmo assim consegue ajudar a solucionar problemas que surgiram durante a jornada do livro.

O Homem-Lata representa o trabalhador das indústrias do nordeste dos Estados Unidos da América, pessoas exploradas por ricos empresários, que já não tem mais sentimentos e não fazem nada na vida além de trabalhar para ganhar pouco.

O exército de macacos comandado pela Bruxa do Oeste representa os nativos e índios da América do Norte. Em vários trechos do livro podem ser encontradas falas dos macacos onde os mesmos dizem que antes da chegada do homem, eles viviam num reino de paz, sem ter que trabalhar nem servir a ninguém.

E finalmente, o Leão representa o maior nome do Partido Populista, William Jennings Bryan. Um homem muito bom em falar em público, convencendo e persuadindo pessoas sobre a suas idéias, mas que na hora das eleições nunca provou ser realmente forte como parecia. Bryan concorreu a presidência cinco vezes consecutivas e não venceu nenhuma delas.

Curiosidades...

  • O castelo onde a Bruxa do Oeste mora, foi refeito pelo menos umas sete vezes! Tudo porquê Fleming não tinha espaço para filmar em seu interior e ele precisava que suas câmeras se locomovessem dentro do cenário... outro motivo é que duas vezes, o cenário pegou fogo devido aos fios elétricos que raspavam um no outro no interior do castelo.
  • O Espantalho e o Homem de Lata são os personagens que as crianças mais gostam... por algum motivo, o Leão que deveria ser o "líder" da trupe conforme o desenvolvimento da história, não conseguiu tanta simpatia infantil devido a maquiagem e o rosto do ator Bert Lahr assustar um pouco!
  • Judy Garland teve que decorar mais de 10 canções em menos de uma semana... a atriz também teve aula de canto em menos de 1 mês e aprendeu sapateado em tempo recorde.
  • A atriz Margaret Hamilton, a Bruxa do Oeste, quebrou o pé numa das cenas onde precisou ser içada com a vassoura. Há uma cena em que se vê nitidamente que um dos sapatos dela está maior que o outro, devido ao gesso que ela já estava usando por dentro da sapatilha.
  • Talvez, uma das maiores e mais inesquecíveis curiosidades sobre o filme, é que o álbum "The Dark Side of The Moon", da clássica banda de Rock Progressivo Pink Floyd se colocada em sincronia com todo o filme, as suas faixas de música combinam exatamente com várias passagens de cenas e sequências... inclusive, diálogos dos personagens com as letras das cancões e momentos visuais que marcam o ritmo de algumas músicas. O feito foi tão surpreendente e comentado que a banda teve que se pronunciar alegando que tudo não passa de uma "coincidência". Mas o baixista e vocalista da banda Roger Waters revelou anos depois ser um grande admirador do filme, o que leva muitos fãs acreditarem na hipótese de que eles fizeram o álbum propositalmente sincronizado com o filme!

* Eu gosto demais e "O Mágico de Oz", fez parte de toda a minha infãncia e é a VIGÉSIMA SÉTIMA imagem que compõe o título do Blog.

CONTINUE LENDO >>
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...