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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Seção Nostalgia - Pulando Elástico (brincadeira de criança)

Hoje em dia estamos diante dos novos aparatos tecnológicos que faz com que quase todas as crianças brinquem dentro de casa com toda a modernidade e sofisticação, seja num software de computador ou até mesmo num joguinho de celular. Mas a Seção Nostalgia dessa vez, vai resgatar uma das brincadeiras mais populares e jogadas no meu tempo de criança... a brincadeira de "Pular Elástico"!

(A primeira fase: era a mais fácil, já que o elástico ficava praticamente no chão)

Para quem não sabe - ou não lembra -, a brincadeira tinha que ter 3 pessoas, no mínimo, para acontecer... e claro, um elástico comprido de pelo menos 2 metros. Esse elástico ficaria preso e esticado entre duas pessoas que serviriam como "a base", se posicionando nas extremidades. O meio do elástico serviria como a área que a terceira pessoa teria que passar pulando em várias fases. Ou seja, duas pessoas para esticar o elástico e uma para pular ele... sendo que a cada pulada e término de uma fase, o elástico iria subir cada vez mais, aumentando assim, o nível de dificuldade para quem estava pulando. Falando assim, parece que "é só pular o elástico e a brincadeira acabou". Mas não, nada disso! O negócio era difícil mesmo e bem divertido até, já que nas últimas fases da brincadeira, o elástico teria que subir até o pescoço dos que estavam como base, para fazer o pulador saltar quase 1 metro e meio de altura! E além disso, acho que o pulador tinha que ir passando uma perna de cada vez, ou seja, não valia se pulasse com as duas pernas direto no vão do meio... tinha que pular colocando uma das pernas no espaço central do elástico, e depois, realizar mais um pulo para colocar a outra perna! Mas o que eu não entendia direito, é que elas faziam umas giradas com o corpo enrolando o elástico entre as pernas que até hoje eu não sei pra que servia!

(Esse era um grau mais complexo, pois o elástico já estava na altura do joelho!)

Primeiramente, apesar desse jogo do "Pular Elástico" fosse dominado por meninas, muitos garotos podiam participar... mas a graça era mesmo ver elas pulando - pelo menos, pra mim! rs. As mais altas eram malandras e usavam como base as meninas mais baixas; assim, quando o jogo chegava em seus últimos graus de dificuldade, o elástico estaria na altura do pescoço das baixinhas facilitando para as mais altas. Mas eram as baixinhas que sempre se ferravam, rss... pois além de ter que se esforçar muito mais pra saltar bem mais alto do que as grandonas (já que suas pernas eram, consequentemente, mais curtas), elas ainda tinham o "agravante" dos shortinhos e das bermudinhas de lycra (aquelas de escola). Ou seja, a cada pulada, era uma fincada do shortinho na bunda! E claro que os meninos não perderiam a chance de assistir a esses espetáculos, hehe! Mas apesar do "desconforto" de algumas que iam com esses shortinhos cravados, a brincadeira era bem legal pela diversão que proporcionava e pelos níveis de complexidade que ia adquirindo... cheguei a ver uma menina de estatura mediana, pular mais alto que a minha cabeça - com essa, eu já sabia que eu não podia sacanear, pois a mesma conseguiria me dar um chute no meio do nariz. As crianças mais maldosas da época ainda diziam que os meninos que pulavam elástico eram viadinhos... o que, certamente, se tratava de um grande exagero; embora, um amiguinho meu que brincava disso, hoje coloca glitter nas unhas!

(Olha os viadin... digo, olha os meninos aí brincando também! Se bem que aquele com a mão na cintura, é meio suspeito!!)

Mas taí, "Pular Elástico" era um jogo bastante divertido, interativo, desafiador e muito saudável para o desenvolvimento físico, já que as meninas trabalhavam a coordenação motora, além de fortalecer as pernas e enrijecer o glúteo. E, obviamente, os meninos adoravam! =P

* As mais sapequinhas já na pré-adolescência, paravam o elástico lá no meio das pernas e olhavam pros meninos com caras de safadas... uma pena que eu era tão ingênuo naqueles tempos e não compartilhava dessa malícia, rs.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Seção Nostalgia - Balão Mágico x Trem da Alegria

Às vezes, fico pensando no que as crianças de hoje em dia ouvem, musicalmente falando. Ou melhor, o que SOBRA pra molecada atual ouvir de música na TV, no rádio, ou na internet? Falo aqui de qualidade musical, porque "bandas" como Restart, Banda Cine, Calipso, cantores modinhas como Justin Bieber, Luan Santana, Lady Gaga e outras coisas mais do gênero jovem, não cabem no cenário musical feito para crianças. Todos esses mencionados, são apelativos, erotizados, e até bitolados, e que terrivelmente, acabam moldando o caráter de uma criança mais suscetível, para algo tolo, tosco e bobo.

Percebo que as crianças de hoje, infelizmente, não têm nenhuma banda, cantores e cantoras feitos especialmente para elas. Não há uma produção musical exclusivamente INFANTIL. O cenário da música atual brasileira, dos anos 2000 pra cá, parece se importar apenas com os adolescentes. O que gera um "salto" temporal estranho para a psicologia das crianças, já que sem músicas direcionadas à elas, é claro que vão acabar ouvindo e consumindo músicas com letras e ritmos mais adultos; o que, consequentemente, tornará uma criança mais adulta, maliciosa e fazendo com que largue a pureza da infância precipitadamente! O que é um erro, para o crescimento dela.

Com tudo isso em mente, eu lembrei de uma época (os nostálgicos anos 80, a década em que EU era criança!), onde cresci, cantei e vibrei com grupos como "Balão Mágico" e "Trem da Alegria", formações musicais contruídas unicamente para fazer canções que tocassem diretamente às crianças! E nem por isso, eram músicas bobas. Muito pelo contrário: o valor, a admiração e a saudade que temos do Balão Mágico e do Trem da Alegria, é porque eles conseguiam equilibrar perfeitamente as letras ingênuas, com mensagens bacanas para qualquer criança, e com ritmos muito bem elaborados, que iam desde a valsa ao rock! Simony, Jairzinho, Mike, todos do clássico Balão Mágico, chegavam a gravar com cantores famosos como Fábio Jr, Djavan, Raul Seixas, Roberto Carlos... e Juninho Bill, Amanda, Luciano, Vanessa, Patrícia Marx, esses do marcante Trem da Alegria, gravavam letras de ninguém menos que Paulo Massadas e Michael Sullivan, compositores que faziam hits para nomes grandiosos como Tim Maia, Sandra de Sá, etc. Isso, era apenas uma amostra da popularidade, da abrangência e da IMPORTÂNCIA que esses grupos feitos por crianças tinham, na época. Era tudo muito saudável e divertido, a molecada realmente podia cantar letras inofensivas e boas, e dançarem em coreografias sem parecerem obscenas ou vulgares.

Os anos 80, enfim, tinham isso de bom: música de qualidade para todos os tipos de públicos! E entre o pioneiro Balão Mágico e o contagiante Trem da Alegria, a gente naqueles tempos não saberia escolher quem era o melhor... numa comparação brincalhona, posso dizer que eles eram como os Beatles e os Rollings Stones da criançada! E como isso era bom.

Aqui, estão as provas:

1) Balão Mágico cantando "Super Fantástico", com participação de Djavan (simplesmente emocionante!!!):



2) Trem da Alegria cantando "Uni Duni Tê", com participação dos Fevers (simplesmente inesquecível!!!):



3) E essas duas últimas aqui, eu cheguei a dançar na escola, na SEMART (A Semana da Arte), mas não precisam espalhar isso por aí, rs:

(Programa exibido em 1985, na estréia do Xou da Xuxa!)

(Aqui, um momento raro: Juninho Bill e Amanda, do Trem da Alegria, cantam no programa "Do Ré Mi Fa Sol La Simony", com a já grandinha Simony do Balão Mágico!)

* É realmente uma pena que as crianças de hoje mal aprendem a falar e já cantam músicas pornográficas, de duplo sentido, se vulgarizando, enfim... portanto, quando tiverem seus filhos, coloquem essas músicas pra eles, de verdade!!!

Para ver as Seções Nostalgia anteriores, clique nos dois links abaixo:
- Bozo
- Sylvinho BlauBlau

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Seção Nostalgia - Sylvinho Blau Blau

O nome da banda era Absinto, ou "Abyntho", que seja! Mas o sucesso desse grupo, que passou pelo início da década de 80 como um rápido foguete, foi a ingênua e, por sinal, ridícula música chamada "Ursinho Blau Blau". Não há como não associar a banda por esse grande hit que fizeram.

A letra era mesmo boba: "Ai, meu ursinho Blau Blau de brinquedo, conte a mim o teu grande segredo... diz pra ela que ela é demais... ai, de mim, ai!... ai, Blau Blau... Blau Blau, acho que ela não me quer..." e por aí vai. Se já na época, era considerado um grande besteirol termos que aceitar um cara conversar com seu ursinho de pelúcia sobre um grande amor que o rejeita, hoje seria até coisa de viadinho vermos um marmanjo se desabafar com um bichinho de pelúcia só porquê a mulher que ele gosta não o quer.

Mas peraí... a música era mesmo bem patética, mas não vamos negar que o vocalista Sylvinho se tornou um novo "Elvis" das festinhas americanas quando começava a cantar o tal Ursinho Blau Blau. Aquela música babaca até que se encaixava com o visual espevitadamente divertido do Sylvinho. O cara se apresentava com um estilo brincalhão que acabava conquistando a platéia, principalmente as menininhas, já que o rapaz também posava de galã nos palcos. Mas confesso que o palhação tinha uma voz até que legal, sonoramente cabível ao tipo proposto pela música. Mas as pessoas vão crescendo e se tornando "más". E aquela música, que tanto nos alegrava e nos divertia em qualquer cantinho de festa pela letra boba e pelos gritinhos finos de Sylvinho, anos mais tarde foi considerada uma canção para pessoas com retardo mental.

Mas cá entre nós: em volta de todo esse lixo musical que é o funk, o pagode e o axé... eu prefiro mil vezes a tal música do Ursinho!!!

PRA RELEMBRAR A MÚSICA NA ÍNTEGRA:


*Marcel Camp gostava da parte "Ai de mim, Ai"! Rs.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Seção Nostalgia - Bozo

"Bozo, o palhaço da alegria!" Era esse o título que um palhaço vestido de palhaço recebia por apresentar um programinha colorido e tosco, com bordões ridículos e personagens mais patéticos ainda. Quem não lembra do medonho palhaço Papai Papudo que toda vez que lhe perguntavam a hora, o imbecil dizia "são cinco e sessenta". Muitas crianças da época tinham dificuldade em aprender a contar os minutos devido a essa irresponsável informação! Fora outras crianças que, assim como eu, já não eram boas em matemática na escola. E quem não lembra da Vovó Mafalda? Um horrendo homem gordo que se travestia de mulher, ou melhor, de vovó palhaça apenas para servir de assistente de Bozo e ditar receitas surreais de tortas e bolo! Não me admiro que naquele tempo muitas crianças tivessem aptidão pelo uso de drogas alucinógenas, afinal, encarar um programa infantil diário exibido religiosamente no SBT, repleto de cores berrantes e palhaços bizarros, deveria mesmo fazer qualquer um acreditar em elefante voador cor de rosa!

E por falar em drogas, a maior decepção estava até então para acontecer: Bozo era cheirador! Isso mesmo, o palhaço da alegria era um tremendo viciado em cocaína, e no camarim, enchia a fuça da branquinha!! Uma realidade meio traumática para as crianças oitentistas que aprenderam nos desenhos tão pueris de Bozo, que o valor de uma pessoa e de suas virtudes, era obedecer a mamãe e preservar a integridade e a moral. Então como ficou a cabecinha de milhares de pimpolhos ao descobrir que aquele ser de cabelos vermelhos e sorriso amarelo, que tanto alegrava nossa manhã, fosse um dependente químico que hora ou outra, atolava aquele nariz vermelho numa camada de pó cristalina? Bem, o final é que já estávamos ficando grandes e a nossa paciência para aturar um programinha de palhaços e bichinhos engraçados já estava indo pra vala.

No entanto, aquelas memórias coloridas, ridículas e patéticas por vezes, não se foram totalmente... e se olharmos bem para os programas infantis de hoje (ou a falta deles!), iremos ficar pelo menos com aquela saudade. Ou então, saber de uma vez por todas que com toda essa tecnologia em fazer programas para crianças com alta qualidade técnica e sem conteúdo, não superará a diversão e a graça de um autêntico programa do palhaço Bozo, que mesmo viciado, conseguiu passar tanta alegria para a criançada!

*Marcel Camp tinha pesadelos com a Bozolina

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