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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fido # 38











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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cantinho Musical #3 - "Oasis"


A seção "Cantinho Musical" está de volta, e dessa vez trago aqui o rock britânico do Oasis, uma das mais influentes bandas da década de 90, e que quando começou a carreira, eu fiz certa cara feia por causa de comentários de que eles tinham a pretensão de se acharem melhores que os Beatles. Bobagem! Eles eram grandes admiradores do quarteto de Liverpool e claro que influências seriam notadas (principalmente, pelo corte de cabelo, rs), mas o Oasis adquiriu muita personalidade musical e talento para compor um regimentado segmento do Britpop.

Rapidamente, uma explicação da origem da banda: tudo começou quando um grupo de rock chamado "The Rain" convocou Liam Gallagher para ser o vocalista. Algumas apresentações ainda não chamavam a atenção dos influentes produtores musicais, e foi então que Liam mudou o nome da banda para Oasis e decidiu chamar seu irmão Noel para ser um dos integrantes... mas Noel "apenas" pediu duas "simples" condições: que ele fosse o LÍDER e o COMPOSITOR da Banda. Certamente isso foi uma ousadia, mas Noel Gallagher mostrou ser mesmo o verdadeiro talento do Oasis conseguindo fazer o grupo crescer rapidamente com shows por toda a cidade de Manchester... o sucesso estava finalmente instaurado.

Infelizmente, em 2009, a banda se desfez ironicamente por causa de desentendimentos entre os irmãos Gallagher. Mas, no entanto, Noel e Liam continuaram seus trabalhos e projetos, mas agora em bandas separadas.

Deixo aqui, portanto, uma das músicas que mais gosto do "Definitely Maybe", o primeiro álbum do Oasis, que é a música "Digsy's Dinner", que apesar de curtinha, tem uma pegada bem legal da banda:



E aqui abaixo, a prova absoluta de que Noel Gallagher era mesmo o cérebro e o talento do Oasis, afinal essa canção chamada "The Death of You and Me" de seu novo trabalho solo chamado High Flying Birds, é muito bonita e saiu tem poucos meses!! Confiram:



PS: Esse cantinho musical eu ofereço para alguém que também é muito fã da banda e do Noel, e que é muito especial na minha vida há anos...

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Silvio Santos é um cara MUITO legal!


O canal de televisão conhecido hoje como SBT (A sigla para “Sistema Brasileiro de Televisão”), foi criada em 1976 no Rio de Janeiro com o nome ainda de TVS (“TV Studios”) e foi só em 1981, quando eu completava um ano de vida, que o canal ganhou a sigla atual, e a concessão foi comprada por um cara que até então só havia trabalhado nas rádios como comentarista e que começou a vida pobre, sobrevivendo como camelô nas barcas que fazia o percurso entre Rio de Janeiro e Niterói... um cara esse que eu admiro profundamente pelo histórico pessoal e, principalmente, pela trajetória como um dos maiores apresentadores da televisão brasileira. Querendo ou não, ele conseguiu ser MAIS POPULAR do que a família Marinho (donos do Império Rede Globo), do que Jorge Saad (o dono da Bandeirantes), e obviamente, muito mais do que o Bispo Edir Macedo (dono da atual Record)... bom, eu falo simplesmente do GÊNIO Señor Abravanel, seu nome de batismo. Descendente de judeus que nasceu carioca e atende pelo nome eterno de: SILVIO SANTOS!

Essa crítica que faço hoje a ele, talvez já era para ter sido escrita por mim desde que eu tinha 10 anos de idade (hoje tenho 31), lá pelos anos 80 e 90; justamente numa época que eu era completamente dividido entre a Rede Globo e suas Sessões da Tarde de ouro (e suas novelas ainda originais) e o SBT, com seu Cinema em Casa, seu Carrossel e, claro, o humorístico Chaves. Vale também mencionar a extinta TV Manchete que me fez ver tantos aqueles tokusatus famosos e os desenhos animados, obviamente. Aliás, a criançada oitentista era recheada de bons desenhos em várias emissoras naqueles áureos tempos. Resumindo, o SBT foi um grande disseminador de alegria para mim quando moleque. Não que eu vivesse assistindo televisão, mas cabe lembrar que sou de uma época que TV à cabo e computador nem dava sinal de vida por aqui... portanto, éramos de fato criados pelas brincadeiras com os amigos na rua e, certamente, pelos canais de TV que mais chamavam nossa atenção, quando estávamos em casa.
O SBT realmente NUNCA chegou ser a emissora mais vista no Brasil... esse prestigiado primeiro lugar sempre coube à Rede Globo e ao empenho politizado, corporativo e, por vezes monopolizador, da família Marinho. No entanto, Silvio Santos tinha uma popularidade e um carisma absurdo que devastava seus concorrentes!!! Já em meados dos anos 80, os programas dominicais de Silvio Santos – em especial, seu “Show de Calouros”, exibido em horário nobre todo domingo -, eram atrações que conquistavam qualquer tipo de público interessado em diversão, escapismo e conteúdo descompromissado. Mas nunca, jamais vulgar ou apelativo. Claro que já haviam mulheres de biquínis dançando, mas a prioridade de todos os programas e quadros comandados por Silvio, eram ainda bem familiares e descontraídos. Silvio Santos sempre alegou que trabalhar justamente nos domingos, onde a maioria se reúne com a família e tenta descansar, seria para ele, a porta principal para seu desempenho e sua conquista... e ele estava certo mais uma vez! Não haviam outras emissoras naquela época – nem a poderosa Globo -, que continha em sua grade de exibição, programas tão legais como os do Silvio Santos. aos domingos. Esse dia era do Silvio e foi aí, certamente, a fincada magistral do empresário que, mais que empresário, sempre soube ser um autêntico animador!

Eu não podia também deixar de comentar que atualmente a velhice está tornando Silvio Santos mais amalucado... e, justamente por isso, ainda mais divertido. Se antes, eram apenas os PROGRAMAS de Silvio que exibiam as loucuras e a diversão, hoje, muito desse naipe de divertimento vem do próprio apresentador! Até uma década atrás, pelo menos, Silvio ainda era mais “contido”; brincava e ria sim, mas com modos e com uma postura que ainda não o permitia zombar e se entregar no total escárnio. Hoje, o coroa zomba dos convidados, sacaneia seus colegas de trabalho, fala do corpo de Lívia Andrade, joga cantadas em cima de Helen Ganzarolli, dança valsa com aquela deusa da Lola Melnyck e ainda chama a própria filha (a simpática Patrícia) de magrela e tribufú. Claro que isso tudo faz parte do clima de brincadeira que Silvio quer fazer perdurar e que se entregou de corpo e alma, afinal, ele já caiu num tanque de água, já tropeçou no tapete e tombou feio no chão, em uma brincadeira do antigo "Topa Tudo por Dinheiro", já levou ovada de Sérgio Mallandro, já teve a peruca puxada pela Maísa e já caiu numa anedota onde uma menina manda ele enfiar o bambu no cu!!! Rss. Silvio parece ter percebido que todos esses anos que ele se dedicou e VIVEU pela emissora, foram anos importantes para mantê-la com dignidade e profissionalismo, e que agora é o verdadeiro momento de BRINCAR! Ele está mais solto, piadista, brincalhão mesmo... mas possuindo aquela sua velha e notória elegância e postura que sempre teve. Silvio jamais abandonou seu talento nato.
Mas não só de vitórias e flores, esse cara foi criado... recentemente, Silvio sofreu uma de suas maiores derrocadas financeiras que foi o Banco Panamericano, onde ele era um dos sócios majoritários, precisou vender um dos seus maiores investimentos durante anos que foi o Carnê do Baú para equilibrar aquele golpe, e até num terrível assalto ele já ficou como refém, na mira de bandidos ousados que invadiram sua residência e aterrorizaram sua família. Mas Silvio ainda está lá... sendo uma das pessoas mais imitadas pelos humoristas, uma das mentes mais geniais da televisão e o ÚNICO DONO DE UMA EMISSORA DE TELEVISÃO que aparece brincando com toda a família aos domingos!!! Qual outro dono de canal ao redor do mundo, faz isso, hein?

Recentemente, ele apareceu de short rosa dando uma entrevista pelos 30 anos do SBT e, mais uma vez, demonstrou inteligência, sagacidade e vários elementos que nos faz acreditar do porquê ele chegou até onde chegou. De camelô a ADMINISTRADOR de um IMPÉRIO, ele é simplesmente o dono de um dos MAIORES CENTROS DE TELECOMUNICAÇÕES do Brasil, que é o de Anhanguera, em São Paulo. Silvio paga milhões de funcionários, sustenta várias famílias, brinca com todos eles (do Roque ao Liminha, sem distinção) e está todos os domingos lá, sem falta, na televisão... pagando seus micos, sendo sacaneado e sacaneando, e mesmo assim, conseguindo ser altamente profissional em TUDO, absolutamente TUDO QUE FAZ. E agora que está chutando o balde e enfiando o pé na jaca, ele ainda está muito mais legal!

É para mim, certamente, o maior e melhor apresentador do Brasil.

PS: Tenho CERTEZA ABSOLUTA, que quando Silvio Santos morrer, executivos renomados da Rede Globo estarão presentes no enterro dele!!! Só espero que isso ainda demore bastante para acontecer!

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sábado, 10 de setembro de 2011

BadernaCast #34- Falamos sobre o filme Lanterna Verde


O BadernaCast é o podcast coletivo no qual participo, e foi criado para o Blog Oultrabadernista, de Alexandre Lessa (o Pimp Mal), e integrado por mim (Marcel Camp) e pelos amigos Rafael Frassetto e Queiroz.

Nesta cósmica edição, falamos sobre mais uma adaptação famosa dos Quadrinhos... falamos sobre o filme: "Lanterna Verde". Debatemos o que deu certo e o que não deu. Os erros e acertos de um dos personagens mais icônicos da DC Comics. Comentamos sobre o protagonista Ryan Reynolds, falamos sobre os efeitos especiais e de como o roteiro falhou em muitos aspectos, deixando em evidência, apenas a parte técnica.

Enfim, siga a luz verde e persiga o rastro luminoso desse novo badernacast:



* Deixe seus comentários abaixo antes que o Parallax cubra o seu céu...

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Falando de Filme #5 - O Menino do Pijama Listrado


Antes de iniciar essa crítica, gostaria de dizer que sou fascinado por dramas de guerra. Não dramalhões, mas aqueles que são feitos com sensibilidade à ponto de nos fazer questionar profundamente sobre o conceito da Guerra, à respeito da imbecilidade dos conflitos entre povos e sobre a importância da humanidade e do afeto onde ela nem existe mais. O Menino do Pijama Listrado ("The Boy in the Striped Pyjamas", 2008) não só consolida todos esses elementos de maneira direta e magistral, como se torna ao meu ver, uma das obras mais importantes a se discutir dentro desse gênero.

Elsa, a esposa de um soldado Nazista, aceita se mudar com ele para as proximidades de um campo de concentração depois que seu marido é promovido a Comandante. Digna e dedicada, Elsa leva com ela seus dois filhos: a menina Greitel e o curioso Bruno, seu caçula. Elsa é humana, sábia e carinhosa, mas não imagina o que realmente seja um campo de concentração! Ao seu entender, tais campos são apenas presídios ou centros de contenção que tem como objetivo alocar prisioneiros judeus que estejam direto ou indiretamente envolvidos com as guerras. Com ela, seu filho Bruno partilha da mesma inocência, só que o garoto de apenas 8 anos, enxerga os campos como fazendas e acredita que todas aquelas pessoas do outro lado da cerca, sejam fazendeiros.

Recém afastado de seus amigos da cidade, Bruno carece de novos companheiros de mesma idade, e ao avistar um menino com a cabeça raspada trajando um uniforme listrado semelhante a um pijama, e sentado sempre próximo da cerca de arames farpados, que Bruno vê a chance perfeita para se reconstruir um novo amigo. Só que existe um grande e terrível problema nessa inusitada relação... o novo menino chamado Schmuel (ou Samuel, que é como Bruno o chama depois que o conhece) é um pequeno Judeu, e como todos naquela época, era tratado como um verme asqueroso, cercado por soldados alemães prontos para lhe machucar, caminhando sem mais esperança - ou força! - de viver com alegria. E, mesmo assim, é através do menino alemão Bruno, seu mais novo amigo, que o judeuzinho Samuel volta a sorrir. E está aí toda a carga de emoção, beleza e inteligência que o filme poderia nos transmitir: na sincera e natural amizade dos dois meninos!!!

É emocionante ver que quando Bruno (Asa Butterfield) conhece Samuel (Jack Scanlon) atrás do cercado, a primeira pergunta eufórica que este lhe faz é se tem muita comida de onde ele vem? Ora, não precisa ter mais diálogos para se complementar o terror que aquele cenário de guerra fez no menino judeu... sua transparente e sofrida pergunta já exprime todo o resumo da covardia e humilhação pelo qual ele está passando. O roteiro é fabuloso! Não há como se elogiar um filme quando não nos sentimos tocados e deslumbrados com a maneira de como os personagens são desenvolvidos, como a história é transmitida e como toda a linha narrativa do filme é colocada de maneira gradativamente espetacular. O diretor Mark Herman adaptou de forma perfeita o já extraordinário best seller de John Boyne realizando uma direção precisa, segura e totalmente envolvente. O elenco também ajuda, principalmente, a competentíssima atriz Vera Farmiga (a Elsa, mãe de Bruno) que consegue mudar toda a sua forma interpretativa em reagir contra os métodos de seu frio marido. Aliás, acredito que foi ela a grande vítima de toda a estupidez que seu imbecil esposo colaborou.

Mas no entanto, é a amizade de Bruno e Samuel que mais mexe com a gente! Não há uma cena se quer, onde os dois meninos aparecem juntos que não nos sentimos compartilhados de tudo aquilo. Não são excelentes atores mirins ou crianças-prodígios como Haley Joel Osment ou Dakota Fanning, mas conseguem com naturalidade e com um envolvimento sutil, despertar em nós o carinho e a verdade que aquela relação tão cheia de obstáculos poderia nos passar. E conseguem pra valer, com muito louvor! Bruno e Samuel, diferente dos meninos de O Caçador de Pipas, jamais se afastam ou se renegam por algum motivo... ao contrário, quando tudo parecia distanciá-los de vez, é quando eles se unem no momento mais bonito e ingênuo de todo o filme... é quando, finalmente, O Menino do Pijama Listrado chega em seu desfecho e se torna uma poesia!

Essa pérola cinematográfica é a prova absoluta de que jamais foi necessário usar efeitos ou se utilizar das eloquências técnicas que o Cinema pode proporcionar para se criar um verdadeiro drama de guerra. E para um filme desse gênero, é espantoso que não haja sequer um único tiro ou sangue derramado durante toda a projeção... e foi isso que me deixou ainda mais fascinado, pois O Menino do Pijama Listrado nos dá uma aula de intolerância humana não em cenas violentas, mas apenas mostrando a dificuldade de se manter uma afetuosa e carinhosa relação entre dois pequenos amigos... só por terem etnias diferentes.

PS: O velhinho que faz o judeu Pavel nos comove inteiramente, e ver ele em cena assim como observar aquela fumaça negra sendo expelida pelas chaminés dos campos de concentração, nos faz perguntar do por quê de toda aquela estúpida selvageria? Um filme que merece ser visto e revisto, mesmo que seja uma verdadeira e precisa pancada na alma.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fido # 37









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PS: Se você acompanha todas as tiras desse personagem e gostou do seu universo até agora, ajude-me a divulgar as tirinhas colocando essa imagem-selo aí embaixo, no seu blog ou site, SE puder e quiser, é claro! Essa é apenas uma forma de tornar o Fido um pouquinho mais conhecido:

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

BadernaCast Especial - Comentando os Comentários # 02


O BadernaCast é o podcast coletivo no qual participo, e foi criado para o Blog Oultrabadernista, de Alexandre Lessa (o Pimp Mal), e integrado por mim e pelo amigo Rafael Frassetto.

Nessa edição, Pimp Mal, eu (Marcel Camp), Rafael Frassetto e Queiroz, trouxemos a segunda edição especial do BadernaCast, edição esta batizada de "Comentando os Comentários", na qual lemos todos os comentários relacionados às últimas edições do BadernaCast, optando por um formato mais completo para os ouvintes daqui pra frente. Independentemente da quantidade de comentários que uma única pessoa enviar, TODOS, sem exceção, serão lidos.

Então, clique no "play" e ouça as nossas malfadadas respostas:



* Críticas, xingamentos e ofensas... é só deixar nos comentários.

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