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terça-feira, 12 de abril de 2011

Conto Degenerado #5

ASPÁRBIA – Capítulo 5

Crime Em Aspárbia

Naquela manhã, ao despertar em sua cama redonda com lençóis rosa de cetim e rodeada por seus três amantes, Ione percebeu uma movimentação estranha na praça. Pessoas se aglomeravam ao redor de algo que, de sua sacada, ela não conseguia decifrar o que era. Reuniu os três amantes, pegou seu guarda chuva e, após dar umazinha, dirigiu-se ao local do tumulto.

Tamanho foi o susto de Ione ao ver na praça da cidade, rodeado de curiosos, o corpo estendido de Tonhão, nu, capado e enforcado com o fio do microfone (somente o fio, o microfone havia sido levado!). Ione chorava por cima e por baixo ao ver desfeito ali seu sonho de amor pecaminoso. Algum invejoso havia tirado a vida daquele corpinho tão gostoso, tão quente... Assassinaram friamente seu gato jornalista corpulento!

Em uma canto mais afastado e Delegado Sr. Durão e o Juiz Sérgio Piquinha conversavam a respeito do fatídico acontecimento, aventando já possíveis suspeitos. JuvenaL, todo esfolado após a noite de safadezas, culpava-se por estar ocupado demais e não ter direcionado seus guardas à vigilância adequada do local. Gefrânio, que passava para iniciar seu turno na fábrica de pinga-fogo-no-rabo também havia parado para ver o que acontecia e Penístoples, o padeiro punheteiro, estacionara sua bicicleta de entregas de pão e, segurando sua baguete, observava a cena. Abaixada junto ao corpo, Ione chorava, enquanto os habitantes a observavam de quatro.

Ainda bêbado, ou já bêbado (não se sabe ao certo) Dois Paus observava a cena e em seu íntimo comemorava. Os mais atenciosos poderiam até perceber que seu toco de perna vibrava! Da janela de sua casa Fudência esperava que seu marido chegasse para lhe contar as novidades sobre o inquérito, enquanto aproveitava para flertar vergonhosamente com Arlindo Façanha que se encontrava na outra calçada. MC Bundão chegava à praça com seu equipamento musical para tocar a Marcha Fúnebre em sinal de condolências. J. Carreirinha enviou um ramo de flores ao castelo junto com uma remessa de seu pó de melhor qualidade para que a rainha se chafurdasse nele. Big Anus decretou luto e fechou as portas do teatro, além de tudo mais que ele mantinha aberto constantemente; assim como Bonna Ceta suspendeu a sessão diária de seu filme pornô. Regina comoveu-se por saber exatamente o que era chorar pelo pau perdido e uivou alto em solidariedade à sua Raiha. Hannah Sacana, em sinal de respeito, decidiu que não daria expediente no puteiro naquela noite; somente aproveitaria da situação para beber o defunto. E bebeu muito, diga-se de passagem; entornou todas!

Em meio a todo esse tumulto todo, somente uma figura não foi vista ou comentada: Virgínia, a amargurada solteirona dona da jararaca! Na casa de Virgínia nenhuma janela foi aberta naquele dia e ninguém tinha notícias dela ou de sua grossa cobra.

Enquanto isso, no castelo, a Rainha Ione chorava e se lamentava. Lembrava das tórridas noites com Tonhão e sentia uma dor imensa por terem capado o membro dele antes dela. Aquele picolé não entraria na coleção de Ione e ela não se conformava com isso! Sempre teve vontade de experimentá-lo geladinho... E até mesmo o microfone, excelente substituto quando, por ventura, Tonhão não dava no couro, havia sido arrancado dele (e dela, conseqüentemente!). Deram uma punhalada na Rainha, sujando de sangue sua vida suja, até então, somente de esperma. O que seria de Ione?!

*No próximo capítulo: Correm As Investigações Em Aspárbia

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sábado, 9 de abril de 2011

Fido # 2


* Para ver a primeira tirinha de Fido, clique aqui > Fido # 1

** FIDO é uma publicação exclusiva do VemAquiNoMeuBlog, postada duas vezes por semana, todos os sábados e quartas. Acompanhe suas aventuras!

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Toy Story

Toy Story é um filme norte-americano do gênero animação computadorizada do ano de 1995. É conhecido por ser o primeiro longa metragem dos estúdios Pixar e também o primeiro da história totalmente feito por computação gráfica (houve uma tentativa anterior, uma produção chamada The Works, que nunca foi concluída), embora haja controvérsias e muitos considerem que este feito pertença à produção brasileira Cassiopéia.

Com críticas totalmente favoráveis, o filme arrecadou 191.796.000 dólares nos Estados Unidos (a maior bilheteria de 1995) e 358.100.000 dólares em todo o mundo. Foi seguido de Toy Story 2 em 1999 e Toy Story 3 em 2010.

(Woody e Buzz, começando a se conhecer e começando a se implicar...)

De uma forma envolvente e altamente carismática, a história de Toy Story conta com as aventuras de brinquedos que ganham vida e conversam entre si, quando, e somente quando, nenhum ser humano está por perto. A graça do roteiro já ganha "forma" aí, quando vemos que todos aqueles bonecos e bichos podem falar e caminhar, mas sem deixar com que as pessoas percebam, já que eles foram construídos para possuírem um dono e serem brincados. Há uma metáfora aí de que devemos seguir nossa natureza, não importa o que somos! Tanto é que em determinado momento do filme, Woody, o cowboy de pano "quebra" essa regra e aparece como uma criatura viva junto de outros brinquedos maltratados por um garoto rebelde para justamente assustá-lo e dá-lhe uma lição!

Outra questão muito bem trabalhada no foco principal da história, é que o menino Andy de apenas 8 anos (dono dos brinquedos principais do filme), ganhou um novo brinquedo: um boneco espacial todo arrojado e cheio de tecnologia... o que implicaria numa certa "inveja" ou ciúme do simplório cowboy de pano Woody, que não gostaria de ser substituído ou deixado para trás. Momentos interessantes e até comoventes serão delineados através desse embate entre Woody e o boneco espacial Buzz Lightyear.

(O Senhor e a Senhora Cabeça-de-Batata... coadjuvantes hilários!!!)

A amizade é outro fator essencial nessa obra original; enquanto o espectador testemunha a rixa entre Woody e Buzz numa certa disputa para quem será o preferido de Andy, eles acabam se perdendo de casa e os outros brinquedos então se reúnem para salvá-los. Em um certo momento na trama, os outros brinquedos acham que Woody matou Buzz, e é então que o cowboy precisa provar que é inocente... mas como? Justamente com a ajuda de Buzz, e para isso, o ponto forte do roteiro surge... Woody e Buzz, antes rivais, precisam agora unir forças e se juntar para além de achar o caminho de volta para casa, provar a inocência de Woody e reencontrar os outros amigos brinquedos!

Tanto a história principal, quanto a perfeita direção de John Lasseter (ainda galgando no aprimoramento da animação computadorizada), conquista o espectador de cara, e não restringe a idade: Toy Story é um autêntico filme tanto para crianças de 8 anos, quanto para um velhinho de 80 anos!!! É, sinceramente, uma das animações que mais me cativou quando vi no Cinema.

(Woody reunindo todos os brinquedos no quarto de Andy Davis)

O filme recebeu ótimas críticas em todos os países em que foi exibido. Segundo o site especializado Rotten Tomatoes a avaliação do filme é de 100% baseado em 74 críticas, outro site, o Metacritic deu ao filme 96 de 100 possiveis avaliações positivas.

A revista Time elegeu a produção como o oitavo melhor filme de 1995. A Online Film Critics Society revelou em uma lista em 2003 que Toy Story é a melhor animação de todos os tempos.

Os primeiros cinco dias de exibição de Toy Story (numa semana de Ação de Graças), arrecadaram $39,071,176. O filme foi a maior bilheteria daquele final de semana com $29,140,617 arrecadados. Nas duas outras semanas o filme manteve a primeira colocação no ranking de maiores bilheterias. Toy Story foi a maior bilheteria de um filme nos EUA em 1995, passando produções como Batman Forever e Apollo 13. No ano de seu lançamento, foi a terceira maior bilheteria de um filme do gênero (apenas O Rei Leão and Alladin estavam a sua frente). Não considerando a inflação, Toy Story está na posição 96 de todas as maiores bilheterias nos EUA de todos os tempos. O filme arrecadou um total domestico de $191,796,233, um total de outros mercados de $170,162,503, somando um total mundial de $361,958,736.

(Woody, Buzz e o carrinho remoto atrás do caminhão de mudança de Andy... um momento adrenalínico!)

Toy Story recebeu três indicações ao Óscar: Melhor Trilha Sonora em Comédia, Melhor Roteiro Original e Melhor Canção ("Amigo Estou aqui"). Toy Story também recebeu duas indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia e Melhor Canção ("Amigo Estou Aqui").

CURIOSIDADES:

  • Toy Story foi o primeiro filme realizado através da parceria entre a Walt Disney Pictures e a Pixar
  • O carro do Pizza Planet que Buzz e Woody pegam para encontrar Andy, aparece em outros filmes da Disney/Pixar, como em Procurando Nemo, Monstros SA, WALL-E, Vida de Inseto e Carros
  • Essa mesma picape tem escrita na tampa da caçamba "YO", que seria um disfarce para a marca Toyota. Quando Porquinho está lendo o manual dela, aparece "Gyoza", que seria um siginificado para o YO na tampa traseira.
  • O soldado que Sid explode no quintal seria um G.I. Joe, más a empresa Hasbro não permitiu usa-lo no filme pelo fato dele explodir.
  • No comercial do brinquedo Buzz Linghtyear eles mencionam sobre a loja Celeiro de brinquedos do Al.
  • O posto de gasolina no qual Woody e Buzz brigam (e depois entram no carro da Pizza Planet), se chama Dinoco (o mesmo de Carros).
  • Na reunião de Woody com os brinquedos antes do aniversário de Andy, dá para ver alguns livros na estante atrás de Woody com títulos de curtas da Pixar, como Knick Knack, Tin Toy e etc.
  • Na cena em que Woody e Buzz vão atrás do caminhão de mudanças, á uma menção do filme O Rei Leão onde no carro, Molly escuta a música "Hakuna Matata.
  • Na parte do quarto do Andy que da pra ver os jogos deles, da pra ver jogos conhecidos como Twister e Candy Land.
* Eu adoro todos os 3 Toy Stories e considero, sem exagero algum, uma das melhores trilogias da História do Cinema... e Toy Story é a TRIGÉSIMA PRIMEIRA imagem no título desse Blog.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

BadernaCast #17 - Destrinchamos o filme "SE7EN - Os Sete Crimes Capitais"


O BadernaCast é o podcast coletivo no qual participo, e foi criado para o Blog Oultrabadernista, de Alexandre Lessa (o Pimp Mal), e integrado por mim e pelo amigo Rafael Frassetto.

Nesta edição, demos continuidade à série "Os Melhores Filmes de Nossas Vidas", e o selecionado da vez foi um dos filmes de suspense policial mais aclamados e cultuados da História do Cinema: "Se7en - Os Sete Crimes Capitais", e que é também, o escolhido por mim, já que faz parte de uma das obras cinematográficas que guardo com orgulho em minha prateleira. O filme é um grande divisor de águas na narrativa policial de suspense, ele quebra os clichês do gênero, revoluciona de certa forma o desenvolvimento de um roteiro - uma vez que cada cena e cada diálogo interliga o espectador na sequência anterior ou na que está por vir! - e brinca com o espectador em elementos visuais que compõem metáforas brilhantes, comandadas genialmente pelo ainda então novato David Fincher. "Se7en" é, desde já, um filme que merece ser prestigiado como um dos melhores dentro do gênero policial de suspense e, talvez, um dos mais fortes e impactantes dentro desse campo... que ainda por cima despeja um final tão ousado e surpreendentemente pessimista, que parece dar uma porrada impiedosa em todos os esquemáticos e formulaicos finais Hollywoodianos desse filão. É, definitivamente, um marco da Sétima Arte e merecidamente, reconhecido por nós do Baderna!

Relembre com a gente esse forte, contundente e ousado filme:



Caso não consiga ouvir por aqui, eis o link direto: http://www.4shared.com/audio/xULccOA4/BadernaCast_17_-_SE7EN.html


* Deixe de preguiça e poste aqui os comentários... senão, você fará parte da lista de John Doe.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Conto Degenerado #4

ASPÁRBIA – Capítulo 4

O Grande Problema de Ione

Havia ocasiões onde as coisas pareciam ainda mais estranhas em Aspárbia. Os pensamentos luxuriosos de Ione afloravam quentes em algumas noites, fazendo dela uma ninfomaníaca de idade avançada. Era como se uma onda de calor lhe penetrasse, de baixo pra cima (mantendo-se nas regiões baixas, óbvio!) invadindo as entranhas, danificando ainda mais os pensamentos, fazendo com que o furor de seus três amantes fosse insuficiente para aquietá-la; uma verdadeira tsunami de hormônios rebeldes! Pra essas ondas de calor a Rainha disponibilizava de sua coleção de picolés, mas talvez nem isso pudesse reverter seu. Ela sentia-se triste. Vontade de experimentar novos homens, novas raças. Talvez fosse curiosidade, pois muitos diziam que os índios da região norte de uma tal de Brasil eram bem dotados; mas o peso da coroa fazia com que Ione se sentisse presa àquela cidade maldita. Talvez somente influência da lua sobre a face lunática da Rainha canceriana. Ou haveria algo mais?

Ione já havia conversado a respeito com Dr. Fóid, mas a Rainha recusava qualquer tipo de tratamento que pudesse reduzir suas angústias e excessivas taras sexuais. Ela era definitivamente devassa e assim desejava morrer. Aliás, o grande sonho de Ione era morrer fudendo! Orgulhava-se pela inveja que despertava no mulherio mal amado de seu país, orgulhava-se de seus três amantes, orgulhava-se de poder desfrutar do microfone grosso e potente de Tonhão e orgulhava-se a cada olhar tórrido e saudoso que recebia de Dois-Paus quando desfilava seminua pela cidade, causando no mendigo dupla ereção sem que ele tivesse tomado catuaba..

Entretanto alguns moradores já haviam percebido diferenças no comportamento da Rainha. Tonhão, seu gato jornalista, aumentara as visitas noturnas tentando alegrá-la e Custódia buscava no tarô descobrir o mal que acometia sua monarca. Penístoples enviava seu baguete fresco todos os dias. Somente Virgínia parecia não importar-se, uma vez que problemas sexuais não faziam parte de sua realidade e com uma cobra daquelas nada a poderia esmorecer.

Paralelo a esse misterioso problema pessoal de Ione havia também o boato de que Aspárbia seria invadida por uma legião de beatas loucas e virgens que buscavam fundar uma seita protestante e acabar com a putaria local, construindo igrejas no lugar dos puteiros e bocas de fumo. Isso deixava em polvorosa J. Carreirinha, que constantemente queixava-se à rainha e ao Delegado Durão, pois via em risco seu ganha-pão. Assim como irritava Custódia que tinha medo de ser excomungada ou queimada na fogueira, devido ás suas práticas de feitiçaria. Aparentemente, Ione nada fazia para conter o boato ou confirmar a invasão.

Não se sabia ao certo o que estava realmente incomodando Ione... Os lucros da cidade eram altos com o turismo sexual e com a grande venda de drogas e produção de cachaça pinga-fogo-no-rabo, portanto acreditava-se que não fossem questões financeiras. Além dos três amantes, corria frouxo o caso com o jornalista Tonhão, que afastava a problemática de falta de sexo (verdadeiro motivo de morte para a rainha!). Ultimamente era comum que Ione apenas assistisse ao desfile diário de carnaval da sacada do castelo, balançando seu guarda-chuva, sem descer e se acabar na esbórnia como era seu costume. E, seu último tratado, o “Tratado da Orgia Obrigatória Toda Segunda Feira”, havia sido assinado há quase um mês. Ela não passava mais de uma semana sem decretar inovações sexuais bizarras e isso intrigava a população.

Apostas começavam a correr pelas ruas de Aspárbia. Quem não possuía bens, apostava a própria bunda! O importante era participar! Todos queriam desvendar o mistério da Rainha, muitos queriam ganhar a aposta e, aqueles que haviam apostado a bunda, não se incomodavam em perder.

Até que, em determinada noite, um vulto foi visto rondando as portas do castelo e tomando a direção do coreto, onde alguns bêbados e drogados ainda jaziam torpes pelo chão após o desfile do bloco. Esse vulto passou desapercebido pela guarda do castelo, pois Juvenal estava ocupado fazendo mexericos com seus capatazes e escolhendo, entre eles, um que tivesse ‘calibre’ adequado e bastante bala na agulha para satisfazê-lo naquela madrugada solitária. Foi o suficiente pra dar em merda! Na manhã seguinte um escândalo havia se instaurado na cidade.


*No próximo capítulo: Crime Em Aspárbia

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domingo, 3 de abril de 2011

Fido












* Fido é um cachorro como qualquer outro... ser humano. E é a mais nova tirinha do "VemAquiNoMeuBlog". Espero que gostem desse cãozinho completamente incomum!

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jack Nicholson


John Joseph Nicholson nasceu em Nova Iorque, em 22 de Abril de 1937. Sua mãe, June Frances Nicholson, era uma artista de shows e descendente de ingleses e iranianos, que havia sido anteriormente casada com um executivo de shows ítalo-americano, Donald Furcillo. June se descobriu grávida assim que se separou de Furcillo. Furcillo, já casado novamente, não quis saber da criança e então a mãe de June, Ethel, se ofereceu para cuidar do neto e insistiu para que ela deixasse o bebê aos seus cuidados, para que June pudesse assim seguir sua carreira de dançarina que era o seu sonho.

Assim, Jack cresceu acreditando que seus avós maternos John (um decorador de janelas de loja de departamentos em Asbury Park, Nova Jersey) e Ethel May, uma cabeleireira e tratadora cosmética, e artista amadora em Neptune, Nova Jersey, eram seus pais. Nicholson só veio a descobrir que seus pais eram na verdade seus avós, e sua irmã na verdade era sua mãe, apenas em 1974, já com 37 anos, após ser informado por um jornalista da Time Magazine que estava escrevendo sobre ele, enquanto filmava The Fortune. Nesta época, tanto sua mãe quanto sua avó já tinham falecido (em 1963 e 1970).

Jack Nicholson sempre declarou que não soube quem era seu pai, dizendo "apenas Ethel e June sabiam, e nunca contaram a ninguém". Apesar de Donald Furcillo dizer ser pai de Nicholson, a biografia de Patrick McGilligan, "A vida de Jack", publicada em dezembro de 1995, afirma que Eddie King, empresário de June, poderia ser o pai. Nicholson nunca quis se prolongar nisso, dizendo com seu famoso humor irônico "são pessoas que eu nunca tive contato, então, pouco me importam! Mas se quiserem fazer um filme sobre minha vida, escolham pelo menos um ator decente para me interpretar!"

(Medonho e insandecido com a cara na porta arrebentada à machadadas, no clássico "O Iluminado")

Apesar de, pessoalmente, Nicholson ser contra o aborto, ele é a favor da liberdade de escolha: "sou muito contrário à minha posição em termos do aborto porque sou realmente contra ele. Não tenho direito a nenhum outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida".

Em sua vida pessoal adulta, Nicholson é notório por ser incapaz de "sossegar". Sabe-se que ele tem quatro filhos com três diferentes mães, apesar de ter se casado apenas uma vez. Tem uma filha chamada Jennifer Nicholson com sua agora ex-mulher Sandra Knight, um menino chamado Caleb Goddard com Susan Anspach, e o casal Lorraine e Raymond Nicholson com Rebecca Broussard. Ele foi romanticamente ligado a várias atrizes e modelos por décadas. Muitas inclusive, o elogiavam sexualmente, dizendo que Jack era um dos homens mais fervorosos, divertidos e carinhosos na cama! O relacionamento mais longo de Nicholson durou 17 anos, com a atriz Anjelica Huston, a filha do lendário diretor John Huston.

A BRILHANTE CARREIRA:

Em sua carreira, começou como ator, escritor e produtor, trabalhando para e com Roger Corman. Isto incluiu sua estréia na tela, em The Cry Baby Killer (1958), onde ele fez o papel de um delinqüente juvenil que entra em pânico após atirar em outros dois adolescentes, e Little Shop of Horrors (no Brasil, A Pequena Loja de Horrores), onde fez um pequeno papel como um paciente masoquista em um dentista.

(Em uma de suas mais arrebatadoras performances: o rebelde Randall McMurphy de "Um Estranho No Ninho", filme que lhe deu o Oscar de melhor ator)

Seu trabalho no roteiro lisérgico de The Trip, estrelada por Peter Fonda e Dennis Hopper, o levou a seu primeiro trabalho de sucesso no clássico Sem Destino (Easy Rider, 1969). No filme, Nicholson faz o papel do advogado beberrão "George Hanson", pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Óscar. Uma indicação/nomeação para Melhor Ator veio no ano seguinte, por seu papel em Cada um Vive Como Quer (1970), que inclui seu famoso diálogo com uma salada de frango sobre obter o que se quer.

Outros primeiros filmes pelos quais ele é famoso incluem The Last Detail, de Hal Ashby (1973), Chinatown de Roman Polanski (1974), Um estranho no ninho de Milos Forman (1975), pelo qual recebeu seu primeiro Óscar e O iluminado de Stanley Kubrick. Nicholson ganhou um prêmio da Academia por Melhor Ator (coadjuvante/secundário) por seu papel no tocante e comovente Laços de Ternura (1983). A essa altura, tanto a crítica quanto o público, já consideravam Jack Nicholson como um dos maiores atores do Cinema, ao lado de nomes como Brando, Pacino e De Niro.

(No premiado e romântico drama "Laços de Ternura", com Shirley McClane e Debra Winger, onde vive um carismático astronauta aposentado)

O Batman de 1989, onde Nicholson fez o papel do supervilão Coringa (Joker), foi um êxito internacional, e o ator fez algo inédito desde então: realizou um contrato com a ajuda de Tim Burton recebendo a porcentagem nos lucros da bilheteria do filme, o que deu a Nicholson cerca de 50 milhões de dólares. Anos mais tarde sugeriu ao amigo Danny DeVito que fizesse o "Pinguim" na sequência Batman Returns como investimento potencial. No entanto, ele adorou ter feito o Coringa e disse "Burton foi um amigão e eu fiz o vilão como quem vai pro Circo pra se divertir!"

(No clássico "Batman" de Tim Burton, onde viveu um Coringa que rouba todas as cenas)

Por seu papel como o impetuoso "Coronel Nathan R. Jessep", em Uma Questão de Honra (1992), um filme sombrio sobre um assassinato em uma unidade dos fuzileiros navais dos EUA, ele recebeu outra nomeação pela Academia. Este filme contém a cena de Nicholson onde ele diz "você não pode lidar com a verdade!", que desde então se tornou amplamente conhecida e imitada. Nicholson iria ganhar seu Oscar seguinte por um de seus papéis mais brilhantes e comoventes, tido por muitos, como quase o seu alter-ego: o hipocondríaco neurótico cheio de TOC's Melvin Udall, no romântico Melhor é Impossível (1997), um personagem que ele diz ter sido um presente do amigo James L Brooks, produtor de Os Simpsons.

(Na comédia romântica "Melhor é Impossível", que lhe premiou com outro Oscar por viver um sujeito sistemático e cheio de Transtornos Obsessivos Compulsivos que se apaixona por uma garçonete)

No ótimo e reflexivo drama As Confissões Schmidt (2002), Nicholson faz o papel de um vendedor de seguros aposentado de Omaha, Nebraska, que questiona a própria vida e a morte de sua mulher pouco depois. O filme lento e profundamente emocional, aparece contrastando com muitos de seus papéis anteriores. Revela um Nicholson ciente de sua idade, de seu compromisso com o Cinema e acima de tudo, um talento que a versatilidade e a competência do ator, transborda em cada gesto e palavra. Comprovando essa espantosa facilidade em diversificar personagens com qualidade, na comédia Tratamento de Choque, Nicholson faz o terapista agressivo que deve ajudar o pacifista Adam Sandler. Mais uma vez, ele demonstra que domina qualquer tipo de papel. Seu filme seguinte é o divertido romance Alguém tem que Ceder, de 2003, como um "mauricinho" envelhecido, que se apaixona pela mãe de sua jovem namorada, ninguém menos que a colega Diane Keaton, que ele revela despudoradamente no fim das filmagens: "Eu sempre tive um tesão em Diane... na verdade, eu sempre desejei ter transado com ela décadas atrás. Como não foi possível dividir uma cama com ela e gozarmos do nosso sexo, divido agora um filme e gozamos do nosso talento, que é um prazer ainda mais forte!"

Nicholson retornou à sua forma vilanesca como o chefe durão da máfia Irlandesa, controlando Matt Damon e Leonardo DiCaprio no filme de Martin Scorsese Os Infiltrados (2006). Em 2007, Nicholson , juntamente com o amigo Morgan Freeman, protagonizou a comédia dramática Antes de partir (The bucket Listl), onde a vida de doentes terminais são colocadas no mais alto astral. Nicholson mais uma vez, transmite toda sua energia como ator.

Premiado com 7 Globos de Ouro, Jack Nicholson é conhecido por seu estilo irônico e algumas vezes obscuro, engraçado e neurótico de dar vida aos personagens que interpreta. Foi indicado ao Óscar doze vezes, vencendo em três oportunidades. É o ator que mais foi indicado e que, certamente, nunca abandonou o talento!

CURIOSIDADES:
  • Nicholson é um grande torcedor dos Los Angeles Lakers, time da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Sempre que os jogos são televisionados, Nicholson é invariavelmente o torcedor mais filmado durante os intervalos, acompanhado seja por sua namorada ou por algum de seus filhos mais novos.
  • Em 1998, depois de visitar Cuba e conversar três horas com Fidel Castro, Nicholson disse ao jornal Daily Variety que Castro era um gênio louco. De acordo com Delfin Fernandez, ex-oficial da Inteligência cubana, o quarto de hotel em que Nicholson ficou hospedado estava entulhado de equipamentos de gravação de vídeo e áudio, seguindo instruções de Fidel. Este pediu que ele interpretasse a famosa fala de Al Pacino, no papel de Michael Corleone em O Poderoso Chefão.
  • Seus amigos o chamam de "Pickles".
  • Nicholson mede 5' 9¾", aproximadamente 1,77 metros.[2]
  • Ele morou próximo, na mesma vizinhança, de seu amigo Danny DeVito em Nova Jersey durante os primeiros anos de suas carreiras.
  • Deu um tapa na bunda de Ronald Reagan quando este já era presidente e disse que como ator, ele já merecia aquele tapa há muito tempo.
  • É famoso por misturar bebidas estranhas... sua última "invenção" foi um Martíni, com Pepsi e uma dose de licor com Leite Condensado que ele deu para Robert Redford beber.
  • Quando atuou com Tom Cruise em Uma Questão de Honra, disse que Tom é realmente um homem muito bonito, mas que jamais venceria o charme que ele (Nicholson) possuía.
  • Disse também á ter desejado dormir com Meryl Streep, mas revelou que ela é "atriz demais" para ele, rs.
  • Apesar da fama de brigão, Nicholson nunca fez escândalos ou confusões em lugar algum. Nem sequer reclama dos Paparazzi, mas fala para eles terem cuidado pra não pisar o seu pé.
  • Informado de que o ator Heath Ledger o "Coringa" em The Dark Knight, havia sido encontrado morto em seu apartamento, e que poderia ter sido vítima de overdose, Nicholson disse ter ficado triste mas não perdeu a piada: "Eu o avisei que o personagem era enlouquecedor!"

* Sou um grande admirador desse ator fenomenal! Pra mim, Jack Nicholson é completo: faz terror, policial, drama, romance e comédia com o mesmo estupendo talento. E ele é a TRIGÉSIMA imagem que compõe o título desse Blog.

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